Suspeito de feminicídio se apresenta à polícia e é preso no RS; mulher foi morta horas após obter medida protetiva

Suspeito de feminicídio se apresenta à polícia e é preso no RS; mulher foi morta horas após obter medida protetiva

Segundo a polícia, Bruno Padilha, de 29 anos, chegou à Delegacia de Rosário do Sul, cidade vizinha a Cacequi, acompanhado de um advogado. Ele optou por permanecer em silêncio durante o procedimento. Após o registro, teve a prisão preventiva decretada e foi encaminhado ao Presídio Estadual de Rosário do Sul.

A vítima, Cássia Girard do Nascimento, de 26 anos, foi morta na madrugada de sábado (14) na casa de uma amiga, localizada na rua Carlos Catupi, no bairro Iponã. Ela foi sepultada no domingo (15).

De acordo com o delegado Adriano de Jesus Linhares Rodrigues, que investiga o caso, horas antes do crime, Cássia registrou um boletim de ocorrência contra o suspeito na sexta-feira (13) e teve uma medida protetiva de urgência (MPU) deferida ainda no mesmo dia. O homem chegou a ser intimado, mas não respeitou a determinação.

Cássia deixa um filho de seis anos.

Conforme familiares da jovem, o relacionamento entre a vítima e o suspeito durou cerca de um ano e meio. O homem não aceitava o fim do relacionamento e ameaçava a mulher. “Ela tinha medo dele, muito medo de que ele fizesse o que fez. Ela fez a medida [protetiva de urgência] para ver se adiantaria algo, mas não”, relatou um parente à reportagem.

A Prefeitura de Cacequi emitiu uma nota de pesar no sábado. “Que a memória de Cássia nos inspire a construir uma sociedade mais justa, fraterna e protegida pela paz de Deus.”

Este foi o 15º caso de feminicídio registrado no Rio Grande do Sul em 2026. Somente em fevereiro, quatro mulheres foram mortas por companheiros ou ex-companheiros.

A defesa de Bruno Padilha disse que só vai se manifestar nos autos.

Violência contra mulher: como pedir ajuda

Denuncie violência doméstica

Se a ocorrência estiver em andamento, a vítima de violência ou qualquer pessoa deve ligar para o 190, o número da Brigada Militar.

Se a violência já aconteceu, a vítima deve ir à Delegacia da Mulher ou em qualquer delegacia para fazer o boletim de ocorrência e pedir medidas protetivas. Também é possível registrar uma ocorrência e pedir medida protetiva pela Delegacia Online.

A Central de Atendimento à Mulher funciona 24 horas pelo 180. A Defensoria Pública atende pelo telefone 0800-644-5556 e dá orientações sobre direitos e consulta a advogados.

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