O crime é investigado como latrocínio, quando ocorre roubo seguido de morte. A suspeita acontece após a polícia identificar compras feitas pelos investigados usando o nome da vítima. Itens como eletrônicos e artigos esportivos foram adquiridos no período após o desaparecimento de Luciani.
“O que se desenhou até o momento é um crime patrimonial. Teriam feito, mataram, para se obter vantagem. No caso, são as compras todas feitas. Os valores ainda dependem inclusive de medidas judiciais, de quebras de sigilo, bancário, fiscal”, detalhou Anselmo.
A primeira pessoa presa foi Ângela Maria Moro, de 47 anos, encontrada com pertences da vítima. Inicialmente, ela foi detida por receptação, mas agora também é investigada pelo latrocínio, já que, segundo Anselmo, há indícios de que ela também participou da execução de Luciani.
A dinâmica e a causa da morte ainda não foram totalmente esclarecidas. “Isso ainda depende, inclusive, de exames periciais”, disse o delegado.
Também foram presos Matheus Vinícius Silveira Leite, de 27 anos, vizinho de porta da corretora, e a companheira dele, Letícia Jardim, de 30 anos. O casal fugiu de Florianópolis, mas foi preso em Gravataí (RS). Matheus também estava foragido desde 2022 por um latrocínio no estado de São Paulo.
“Todos ali estavam tendo vantagem, recebendo produtos no caso”, reiterou o delegado.
Luciani Aparecida Estivalet Freitas está desaparecida em Florianópolis — Foto: Redes sociais/ Reprodução
A mãe de Matheus, que chegou a ser ouvida como investigada, não responde até o momento a nenhum crime, assim como o irmão dele, um adolescente de 14 anos, encontrado com produtos comprados no nome de Luciani.
- Ângela Maria Moro, de 47 anos, administradora do conjunto residencial, presa em 12 de março
- Matheus Vinícius Silveira Leite, 27 anos, vizinho de porta da vítima, preso em 13 de março.
- Letícia Jardim, 30 anos, namorada de Matheus, presa em 13 de março.
O g1 tenta contato com a defesa deles.
Infográfico – Morte corretora gaúcha — Foto: Arte/g1