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O pai da corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, esquartejada em Florianópolis (SC), também foi vítima de latrocínio (quando ocorre roubo seguido de morte), relatou o irmão da gaúcha, Matheus Estivalet Freitas, em publicação nesta segunda-feira (16) nas redes sociais.
Segundo o familiar, o crime que tirou a vida do pai ocorreu há duas décadas. “Curiosamente, com a mesma idade que minha irmã Luciani tinha hoje, 47”.
“Duas dores que marcaram nossa família, separadas pelo tempo, mas unidas pelo amor que nunca deixou de existir”, escreveu.
“Tudo indica um crime patrimonial, de latrocínio, que tinha como objetivo ter vantagens. Tentar seguir com a vida da vítima, fazendo compras, aquisições, talvez até transferências de outros bens”, afirma o delegado Anselmo Cruz.
De acordo com o advogado Mauricio Moschen, que está representando a família, ainda não há previsão de quando os restos mortais de Luciani serão liberados para que o corpo possa ser transportado para o RS.
Corretora esquartejada em SC: pai de vítima também foi vítima de latrocínio, diz irmão — Foto: Reprodução/Instagram
Pets da vítima foram resgatados
As buscas geraram mobilização nas redes sociais. Conforme a autoridade policial, a cadela foi encontrada em uma rua da praia do Santinho.
“Estava perdida pela rua. O que era uma preocupação. Inclusive, fomos demandados sobre isso”, relatou.
Já Clarinha foi vista nas imediações de uma pousada na região. Uma funcionária do local acionou a médica veterinária Kátia Chubaci, que providenciou o resgate do animal em segurança.
“Na hora da captura ela estava muito assustada e arisca. Mas agora ela já se acalmou, já entendeu que está segura”, publicou a ativista animal nas redes sociais.
Irmãos de Luciani buscaram o gato na segunda-feira (16). Já o cachorrinho, segundo o delegado, foi levada para um órgão municipal de assistência. Nesta terça (17), Matheus postou ‘Kiara já está conosco’.
Mensagem suspeita acendeu alerta à família de Luciani Aparecida Estivalet Freitas, desaparecida em Florianópolis — Foto: Arquivo pessoal
Infográfico – Morte corretora gaúcha — Foto: Arte/g1
Do desaparecimento à localização do corpo
Segundo um familiar, mensagens enviadas pelo celular da corretora com vários erros gramaticais, após um tempo sem conseguir qualquer contato com ela, chamaram a atenção da família, que passou a desconfiar se era realmente Luciani quem estava digitando. Os familiares também desconfiaram quando a corretora não parabenizou a mãe pelo aniversário, ocorrido em 6 de março.
Embora morasse sozinha na cidade, Luciani mantinha contato diariamente com a família por mensagens e ligações, segundo Matheus.
O desaparecimento dela foi registrado na segunda-feira (9). Na quarta-feira (11), um corpo esquartejado foi encontrado em Major Gercino (SC). A Polícia Civil confirmou que os restos mortais eram de Luciani na sexta-feira (13).
Segundo a Polícia Civil, as partes do corpo foram divididas em cinco pacotes diferentes e levadas com o carro da própria vítima até uma ponte, na área rural da cidade, e jogadas em um córrego. Apenas uma sacola foi localizada.
Luciani Aparecida Estivalet Freitas está desaparecida em Florianópolis — Foto: Redes sociais/ Reprodução