Em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, a força do vento arrancou o telhado de uma casa na localidade de Alto da Boa Vista (veja acima). Não houve feridos. Segundo a Defesa Civil do município, as rajadas ultrapassaram 100 km/h. O fenômeno teria sido uma microexplosão.
A Defesa Civil do Estado mantém três equipes preparadas para atuar em qualquer região do estado. O órgão informou que o sistema de tempestades perdeu força ao passar pela Argentina, mas ressalta que ainda há possibilidade de chuvas fortes.
Em Santa Maria, na Região Central, a chuva chegou na manhã de domingo com pancadas fortes. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou rajadas de vento de 90 km/h por volta das 6h. A Defesa Civil municipal contabilizou 16 atendimentos por destelhamentos.
Na Fronteira Oeste, o temporal atingiu Uruguaiana no começo da madrugada de domingo. A Defesa Civil municipal informou que choveu 55 milímetros em seis horas. Ao menos 23 casas sofreram destelhamento parcial, mas nenhuma família precisou deixar o imóvel. Cerca de mil pessoas ficaram sem energia elétrica na cidade.
Em Bagé, os ventos derrubaram árvores e postes, bloqueando ruas. Mais de 2 mil unidades consumidoras ficaram sem luz, segundo a concessionária CEEE Equatorial. A prefeitura realizou mais de 50 atendimentos, incluindo podas e remoções de árvores.
Em Pinheiro Machado, os ventos de sexta-feira causaram a queda de árvores sobre a rodovia RS-608, no trecho em direção a Pedras Altas. A prefeitura suspendeu aulas presenciais, eventos públicos e atendimentos administrativos não essenciais entre sexta e domingo.
De acordo com a Climatempo, neste domingo, as condições mais críticas ocorrem na Fronteira Oeste, Missões, Campanha e Região Central. Municípios como Uruguaiana, Alegrete, Santana do Livramento, Bagé, São Borja, São Luiz Gonzaga, Santiago e Santa Maria têm maior potencial para a ocorrência de fenômenos severos.
Rio Grande do Sul segue em alerta para chuva, mas temporal perde força
Previsão do tempo
Para a semana, o avanço dessa frente fria, combinado ao transporte de calor e umidade, provoca chuva forte, queda de granizo e ventos que podem chegar a 100 km/h em diversas regiões do estado.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou um aviso de perigo para tempestades, válido até as 23h59 de segunda-feira. A previsão indica acumulados de chuva de até 100 milímetros por dia, além de risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos. Os acumulados de chuva podem ultrapassar 100 milímetros entre o Oeste e a Região Central. Na Região dos Vales, os volumes podem superar 50 milímetros.
As rajadas de vento variam entre 70 km/h e 90 km/h na metade sul, Região Central, Vales e Região Metropolitana. Na Campanha, no Centro-Sul e no entorno da capital, os ventos podem superar 90 km/h. No Norte e Nordeste, as rajadas ficam entre 50 km/h e 70 km/h.
Na segunda-feira (20), a instabilidade continua em grande parte do estado. A chuva ocorre com maior intensidade na Região Central, Missões, Vales, Região Metropolitana e Serra, mantendo o risco de transtornos. Na Campanha e no Oeste, a chuva perde força gradualmente ao longo do dia, mas ainda ocorrem pancadas com trovoadas.
A tendência para terça-feira (21) é que a frente fria avance para a metade norte. Regiões como Noroeste, Norte, Planalto e Serra podem registrar até 100 milímetros de chuva, especialmente perto da fronteira com a Argentina e em Erechim. Na Campanha e na Zona Sul, o tempo apresenta melhora.
Na quarta-feira (22), a frente fria se desloca para Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. O tempo volta a ficar estável em todo o Rio Grande do Sul, com predomínio de sol entre nuvens, ventos mais fracos e sem previsão de tempestades.
Ventania arranca telhado de casa no interior do RS — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros
Alerta para temporais segue até a próxima terça-feira — Foto: Duda Fortes/Agência RBS