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‘Você está aqui, mas seu coração está lá’, diz venezuelano que organiza doações no RS após terremoto
Donativos são concentrados em Canoas e levados a Curitiba, de onde partem de avião. Entidades organizam pontos de coleta na Região Metropolitana e no interior do estado.
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Venezuelanos e brasileiros no Rio Grande do Sul mobilizam uma rede de solidariedade para enviar doações às vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela.
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As doações são concentradas em Canoas e transportadas pela Defesa Civil estadual até Curitiba, de onde seguem de avião para o país vizinho.
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A campanha é coordenada pela Rede de Venezuelanos no Brasil, associações de refugiados e grupos locais na região.
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A sede da Associação dos Venezuelanos do bairro Mato Grande funciona como centro de triagem, de onde sairá um segundo caminhão na próxima semana.
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O processo logístico e de separação conta com voluntários brasileiros, e a rede possui 9 pontos oficiais de arrecadação distribuídos pelo estado.

‘Você está aqui, mas seu coração está lá’, diz venezuelano que organiza doações no RS
Venezuelanos e brasileiros residentes no Rio Grande do Sul organizaram uma rede de solidariedade para arrecadar e enviar doações às vítimas dos terremotos que atingiram diversas regiões da Venezuela. Os donativos são concentrados em Canoas, na Região Metropolitana, e transportados pela Defesa Civil estadual para Curitiba (PR), de onde seguem de avião para o país vizinho.
A mobilização é organizada pela Rede de Venezuelanos no Brasil (Redeven), associações de refugiados e grupos locais.
O conferencista de carga Alex Medrano mora em Canoas há três anos e acompanha a situação de familiares e amigos em Caracas e La Guaira pelo celular.
“Você está aqui, mas seu coração está lá, sua mente está lá. É difícil. Quando tem os braços amarrados, não pode fazer nada”, relata. “O pouco que podemos fazer por eles, é abraçá-los mandando insumos, remédios, roupas, comida, tudo o que eles precisam.”
O presidente da Associação dos Venezuelanos do bairro Mato Grande, Gabriel Lizarraga, explica que a sede da entidade, em Canoas, funciona como o centro de triagem da campanha.
“Temos uma parceria agora com uma rede de associação de venezuelanos aqui no Brasil. Cada município conseguiu fazer um ponto de coleta: Porto Alegre, Canoas, Esteio, Caxias, Bento. Cada um fez um ponto local e aqui ficou como centro para receber as coletas”, afirma Lizarraga.
Após a triagem feita por voluntários, o material é embarcado em um caminhão da Defesa Civil do Rio Grande do Sul com destino ao Paraná. A previsão é de que um segundo caminhão com donativos deixe o estado na próxima semana.
“É um compromisso que temos com o país. Estamos longe, mas mesmo longe, estamos tentando dar uma solução para nosso país, que está sofrendo muito, há muito tempo. Tudo que está aqui foi do nosso coração”, diz o presidente da associação.
O processo logístico e de separação de roupas e alimentos conta com a ajuda de voluntários brasileiros. A advogada Edineia Paim participa da organização dos itens antes do embarque.
“Somos todos irmãos e filhos de um mesmo Deus. Precisamos olhar ao próximo, porque muitas vezes a gente só se preocupa com nosso mundinho, com nossa vida, e esquece de olhar o próximo. Isso que vai chegar lá vai impactar as pessoas e fazer a diferença”, afirma.
Segundo a Redeven, há nove pontos oficiais de arrecadação distribuídos pelo Rio Grande do Sul.
Veja os locais de doação:
- Porto Alegre: Movimento REIDE (Av. João Elustondo Filho, 100)
- Canoas: Associação Migrantes e Refugiados Unidos RS (Av. Guilherme Schell, 6922 – Mathias Velho)
- Viamão: Red de Venezolanos en Brasil (Rua Lúcio Machado de Oliveira, 12 – Vila Elsa)
- Esteio: Associação dos Migrantes e Refugiados de Esteio (Estrada do Boqueirão, 690)
- Novo Hamburgo: Redeven (Rua Ibsen, 154 – Canudos)
- Marau: ASOVEMA (Rua Irineu Ferlin, 494 – Vila Borges)
- Passo Fundo: Asociación VENEBRAS (Av. Diamantina, 212 – Bairro São Luiz Gonzaga)
- Caxias do Sul: Venezuelanos no Sul do Brasil (Av. Júlio de Castilhos, 1745 – Centro, Galeria do Comércio – Sala 19)
- Tapejara: Iglesia El Llamado de Dios (Rua Leorindo Caviochioli, 206 – Bairro São Cristóvão)
Venezuelanos e brasileiros residentes no Rio Grande do Sul organizaram uma rede de solidariedade para arrecadar e enviar doações às vítimas dos terremotos — Foto: Reprodução/RBS TV