segunda-feira, julho 6, 2026
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‘Você está aqui, mas seu coração está lá’, diz venezuelano que organiza doações no RS após terremoto

por admin
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‘Você está aqui, mas seu coração está lá’, diz venezuelano que organiza doações no RS após terremoto

Donativos são concentrados em Canoas e levados a Curitiba, de onde partem de avião. Entidades organizam pontos de coleta na Região Metropolitana e no interior do estado.


  • Venezuelanos e brasileiros no Rio Grande do Sul mobilizam uma rede de solidariedade para enviar doações às vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela.

  • As doações são concentradas em Canoas e transportadas pela Defesa Civil estadual até Curitiba, de onde seguem de avião para o país vizinho.

  • A campanha é coordenada pela Rede de Venezuelanos no Brasil, associações de refugiados e grupos locais na região.

  • A sede da Associação dos Venezuelanos do bairro Mato Grande funciona como centro de triagem, de onde sairá um segundo caminhão na próxima semana.

  • O processo logístico e de separação conta com voluntários brasileiros, e a rede possui 9 pontos oficiais de arrecadação distribuídos pelo estado.

'Você está aqui, mas seu coração está lá', diz venezuelano que organiza doações no RS

‘Você está aqui, mas seu coração está lá’, diz venezuelano que organiza doações no RS

Venezuelanos e brasileiros residentes no Rio Grande do Sul organizaram uma rede de solidariedade para arrecadar e enviar doações às vítimas dos terremotos que atingiram diversas regiões da Venezuela. Os donativos são concentrados em Canoas, na Região Metropolitana, e transportados pela Defesa Civil estadual para Curitiba (PR), de onde seguem de avião para o país vizinho.

A mobilização é organizada pela Rede de Venezuelanos no Brasil (Redeven), associações de refugiados e grupos locais.

O conferencista de carga Alex Medrano mora em Canoas há três anos e acompanha a situação de familiares e amigos em Caracas e La Guaira pelo celular.

“Você está aqui, mas seu coração está lá, sua mente está lá. É difícil. Quando tem os braços amarrados, não pode fazer nada”, relata. “O pouco que podemos fazer por eles, é abraçá-los mandando insumos, remédios, roupas, comida, tudo o que eles precisam.”

O presidente da Associação dos Venezuelanos do bairro Mato Grande, Gabriel Lizarraga, explica que a sede da entidade, em Canoas, funciona como o centro de triagem da campanha.

“Temos uma parceria agora com uma rede de associação de venezuelanos aqui no Brasil. Cada município conseguiu fazer um ponto de coleta: Porto Alegre, Canoas, Esteio, Caxias, Bento. Cada um fez um ponto local e aqui ficou como centro para receber as coletas”, afirma Lizarraga.

Após a triagem feita por voluntários, o material é embarcado em um caminhão da Defesa Civil do Rio Grande do Sul com destino ao Paraná. A previsão é de que um segundo caminhão com donativos deixe o estado na próxima semana.

“É um compromisso que temos com o país. Estamos longe, mas mesmo longe, estamos tentando dar uma solução para nosso país, que está sofrendo muito, há muito tempo. Tudo que está aqui foi do nosso coração”, diz o presidente da associação.

O processo logístico e de separação de roupas e alimentos conta com a ajuda de voluntários brasileiros. A advogada Edineia Paim participa da organização dos itens antes do embarque.

“Somos todos irmãos e filhos de um mesmo Deus. Precisamos olhar ao próximo, porque muitas vezes a gente só se preocupa com nosso mundinho, com nossa vida, e esquece de olhar o próximo. Isso que vai chegar lá vai impactar as pessoas e fazer a diferença”, afirma.

Segundo a Redeven, há nove pontos oficiais de arrecadação distribuídos pelo Rio Grande do Sul.

Veja os locais de doação:

  • Porto Alegre: Movimento REIDE (Av. João Elustondo Filho, 100)
  • Canoas: Associação Migrantes e Refugiados Unidos RS (Av. Guilherme Schell, 6922 – Mathias Velho)
  • Viamão: Red de Venezolanos en Brasil (Rua Lúcio Machado de Oliveira, 12 – Vila Elsa)
  • Esteio: Associação dos Migrantes e Refugiados de Esteio (Estrada do Boqueirão, 690)
  • Novo Hamburgo: Redeven (Rua Ibsen, 154 – Canudos)
  • Marau: ASOVEMA (Rua Irineu Ferlin, 494 – Vila Borges)
  • Passo Fundo: Asociación VENEBRAS (Av. Diamantina, 212 – Bairro São Luiz Gonzaga)
  • Caxias do Sul: Venezuelanos no Sul do Brasil (Av. Júlio de Castilhos, 1745 – Centro, Galeria do Comércio – Sala 19)
  • Tapejara: Iglesia El Llamado de Dios (Rua Leorindo Caviochioli, 206 – Bairro São Cristóvão)

Venezuelanos e brasileiros residentes no Rio Grande do Sul organizaram uma rede de solidariedade para arrecadar e enviar doações às vítimas dos terremotos — Foto: Reprodução/RBS TV

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