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“Há casos que precisava avisar, porque a pousada tinha porta fechada para quem chegava e precisava dizer ‘olha, haverá fiscalização hoje à tarde, haverá fiscalização amanhã’. Mas isso não é uma prática permanente e só na exceção, quando precisava avisar pra poder acessar”, disse o ex-secretário, que ocupou o cargo entre 2021 e 2024.
Local onde ocorreu o incêndio que matou 10 pessoas no centro de Porto Alegre (RS) — Foto: Miguel Noronha/Enquadrar/Estadão Conteúdo
“Trata-se de um infortúnio. Teve o concurso da mão humana que foi lá. A pousada não se imolou, não se auto-incendiou. Ficaria confortável para mim dizer o contrário, mas não foi o caso”, afirmou Voigt.
A declaração foi rebatida pelo presidente da CPI, vereador Pedro Ruas (PSOL). O parlamentar destacou que o ponto mais importante é a falta de segurança no local.
“Isso não muda nada, o fato do início do incêndio é o que menos importa. Se foi um incêndio de um fio ou se foi alguém que jogou gasolina, isso é irrelevante. O problema é como as pessoas não puderam sair. Essa é a questão”, disse Ruas.
Vereador Pedro Ruas (PSOL) e Leo Voigt, ex-secretário de Desenvolvimento Social de Porto Alegre — Foto: Reprodução/ RBS TV
Próximos passos
A CPI deve voltar a se reunir na próxima segunda-feira (24). Na Justiça, o caso aguarda denúncia do Ministério Público.

Três pessoas são indiciadas pelo incêndio da Pousada da Garoa
Relembre o caso
O incêndio atingiu uma pousada e deixou 11 pessoas mortas, na região central de Porto Alegre, na madrugada do dia 26 de abril de 2024. O local abrigava pessoas em situação de vulnerabilidade social.
O incêndio aconteceu em uma das unidades da Pousada Garoa, na Avenida Farrapos, na região central de Porto Alegre. O prédio fica entre as ruas Barros Cassal e Garibaldi, a poucos metros da Estação Rodoviária.
Local da pousada que foi atingida por incêndio que matou pessoas em Porto Alegre — Foto: g1