ANTES e DEPOIS: um ano após enchente no RS, veja como estão lugares atingidos pela inundação

ANTES e DEPOIS: um ano após enchente no RS, veja como estão lugares atingidos pela inundação

Águas invadiram ruas, casas e comércios, e provocaram mudanças na paisagem de pontos turísticos. Tragédia climática deixou 184 mortos, além de 25 desaparecidos, conforme a Defesa Civil do estado.


  • O RS foi atingido por uma enchente histórica em maio de 2024, que provocou danos em quase todos os municípios, retirou milhares de casa e deixou 184 mortos, além de 25 desaparecidos.

  • Um ano após a tragédia, o g1 e a RBS TV revisitaram em imagens locais emblemáticos atingidos pelas inundações.

  • Exemplos de solidariedade e união fizeram com que o estado se reerguesse após a devastação.

Rua de Porto Alegre entre comércio e corredor de ônibus durante e depois da enchente — Foto: Montagem: Jefferson Botega/Agência RBS e Aryel Martins/RBS TV

Um ano depois da maior tragédia climática da história do Rio Grande do Sul, o g1 e o cinegrafista Aryel Martins, da RBS TV, revisitaram, em imagens, locais emblemáticos atingidos pelas inundações. As águas invadiram ruas, casas e comércios, e provocaram mudanças na paisagem de pontos turísticos. (Veja abaixo antes e depois)

O nível do Guaíba, em Porto Alegre, chegou a 5,37 metros durante o desastre, de acordo com estimativa do Serviço Geológico do Brasil (SGB). A cota foi alcançada em 5 de maio de 2024, no Cais Mauá, e é a mais alta já verificada.

🗓️ O Rio Grande do Sul foi atingido por uma enchente histórica em maio de 2024, que provocou danos em quase todos os municípios, devastou cidades principalmente na Região Metropolitana e Vale do Taquari, retirou milhares de casa e deixou 184 mortos, além de 25 desaparecidos. De todo o país, voluntários e doadores se mobilizaram para prestar ajuda aos atingidos.

Um ano após a tragédia, a RBS TV apresenta o RBS.Doc. A reportagem conversou com pessoas afetadas, voluntários, moradores que perderam tudo e familiares de vítimas. Nos locais atingidos, encontrou exemplos de solidariedade e união, que fizeram com que o estado se reerguesse após a devastação.

Aeroporto Salgado Filho

Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, em maio de 2024 e em abril de 2025 — Foto 1: Reprodução/TV Globo — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

A pista de 3,2 mil metros está totalmente liberada e com operação plena.

Arena do Grêmio

Arena do Grêmio, em Porto Alegre, em maio de 2024 e em abril de 2025 — Foto 1: André Ávila/Agência RBS — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

Quase dois meses depois, em 26 de outubro, o local voltou a operar em sua capacidade total e com todos os serviços normalizados.

Beira-Rio

Área entre o Beira-Rio e o edifício-garagem durante e depois de enchente histórica — Foto 1: Divulgação/Sport Club Internacional — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

O Beira-Rio retomou as atividades em 7 de julho. Foram cerca de 70 dias longe do estádio até a partida contra o Vasco da Gama, pelo Campeonato Brasileiro.

O gramado ficou três semanas submerso. O nível da água chegou a 80cm e alcançou a segunda fileira das arquibancadas. As inundações atingiram também a sala de imprensa, os vestiários e parte do museu, segundo a direção do clube.

Bota-espera do Sarandi

Bota-espera do Sarandi armazena lixo da enchente até encaminhamento definitivo para aterro — Foto 1: Reprodução/ RBS TV — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

Com o recuo das águas do Guaíba, a cidade enfrentou um cenário de resíduos espalhados pelas ruas. Os bota-espera são espaços próximos às regiões inundadas definidos pela prefeitura para armazenar o lixo até o encaminhamento definitivo para um aterro.

Após a enchente, nove pontos da cidade chegaram a ter bota-espera. O do Sarandi, na Zona Norte, foi encerrado no último sábado (26). De acordo com o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), foram retiradas 65,6 toneladas de resíduos.

Cais Mauá

Cais Mauá durante e depois de tragédia climática que atingiu o RS — Foto 1: André Ávila/Agência RBS — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

Na região do Cais Mauá, que abriga armazéns e docas do antigo porto no Centro Histórico de Porto Alegre, estava instalada uma régua utilizada para medição do nível do Guaíba que ficou danificada com a enchente.

Durante o período de indisponibilidade do equipamento, as aferições foram conduzidas a partir de uma estrutura montada na Usina do Gasômetro, mantida sob responsabilidade do Serviço Geológico Brasileiro (SGB).

Uma nova régua foi instalada na região e está em pleno funcionamento desde novembro, conforme a Secretaria do Meio Ambiente (Sema).

Casa de Cultura Mario Quintana

Casa de Cultura Mario Quintana durante e depois da enchente — Foto 1: André Ávila/Agência RBS — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

A cerimônia de reabertura contou com a inauguração da mostra especial do fotógrafo sul-africano Gideon Mendel, chamada Reflexos da Emergência. O artista é conhecido por suas fotografias de desastres climáticos e ele esteve em Porto Alegre para registrar a tragédia.

Corredor Humanitário

Registros da travessia que ficou conhecida como corredor humanitário durante e depois da enchente na capital — Foto 1: Leo Bartz/RBS TV — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

O acesso de 400 metros está localizado entre a Rua da Conceição e a Avenida Castelo Branco, ao lado da Rodoviária de Porto Alegre. O trecho liga a área central da cidade pelo Túnel da Conceição.

Na sexta-feira (25), o Executivo municipal lançou uma seleção pública para reforma do corredor humanitário. O edital contempla pavimentação, readequação de meio-fio e calçadas, proteção e contenção dos taludes, além de drenagem da via.

Estação do Trensurb

Estação do Trensurb em maio de 2024 e em abril de 2025 — Foto 1: Jefferson Botega/Agência RBS — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

Estações da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) alagaram durante as enchentes, prejudicando a conexão via trem entre as cidades durante meses.

Estátua do Laçador

Tradicional cartão-postal de Porto Alegre, Laçador ficou ilhado durante enchente — Foto 1: Camila Hermes/Agência RBS — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

Um dos mais tradicionais cartões-postais de Porto Alegre também ficou ilhado. O entorno da estátua do Laçador, na Zona Norte, ficou tomado pela inundação decorrente dos temporais.

O Laçador tem 4,45 metros de altura, pesa 3,8 toneladas e possui um pedestal de granito de 2,10 metros de altura. O monumento histórico fica na Avenida dos Estados, nas proximidades do Aeroporto Internacional Salgado Filho.

Ginásio Gigantinho

Entorno do Beira-Rio durante e um ano depois das inundações — Foto 1: Kathlyn Moreira/Agência RBS — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

O alagamento da Avenida Padre Cacique e da Rua Nestor Ludwig alcançou os arredores do Beira-Rio, como o ginásio Gigantinho. O local serviu como ponto de recebimento de doações durante as enchentes.

Em novembro, o Inter anunciou um plano para a reforma do ginásio. As obras devem ser concluída até o fim de 2026.

O Gigantinho foi inaugurado na década de 1970 e recebeu nomes históricos da música e do esporte ao longo das últimas décadas.

Mercado Público

2024 x 2025: fachada do Mercado Público durante e depois das enchentes — Foto 1: Giulian Serafim/PMPA — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

Localizado no Centro Histórico, o Mercado Público reabriu em 14 de junho, cerca de 40 dias após fechar. No primeiro momento, restaurantes do segundo piso e lojas com acesso direto para a rua voltaram a operar. Em setembro, o interior do prédio fez parte do percurso da Maratona Internacional de Porto Alegre.

Desde 16 de março, o Mercado Público está aberto também aos domingos para o público frequentar. As bancas funcionam entre 8h e 13h, e os restaurantes ficam abertos das 9h às 15h, com autorização para estender o horário conforme a procura.

Orla do Guaíba

Contraste de cenários: passarela da Orla durante as enchentes e em 2025 — Foto 1: Mateus Bruxel/Agência RBS — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

A elevação do nível do Guaíba atingiu um dos principais pontos turísticos da Zona Sul. As águas avançaram e invadiram a região da Orla.

A inundação afetou as quadras esportivas, a pista de skate e a passarela. O restaurante flutuante, que fica sobre o Guaíba, também foi atingido e voltou a operar após cerca de um mês de suspensão das atividades.

Praça da Alfândega

Antes e depois da Praça da Alfândega, em Porto Alegre, em 2024 — Foto: Camila Hermes/Agência RBS e Jeferson Ageitos/RBS TV

A Praça da Alfândega, um dos símbolos do Centro Histórico de Porto Alegre, sofreu com os estragos causados pela enchente. Após o Guaíba recuar, foi possível ver lixo e lodo espalhados pelo chão, bancos, estátuas e vegetação.

Rodoviária

— Foto 1: Reprodução/RBS TV — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

Estação Rodoviária de Porto Alegre durante e depois da enchente — Foto: Montagem: Kathlyn Moreira/Agência RBS e Aryel Martins/RBS TV

4º Distrito

Região conhecida como 4º Distrito, durante e depois da enchente — Foto 1: Divulgação — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

A região conhecida como 4º Distrito, que engloba bairros da Zona Norte, foi severamente atingida pelas inundações. A área abriga um antigo polo industrial de Porto Alegre e há cerca de cinco anos passou por uma revitalização, com a abertura de cervejarias, bares e restaurantes.

O Instituto Caldeira, localizado no bairro Navegantes e considerado um dos maiores espaços de inovação da capital, teve as dependências completamente alagadas. As atividades no local foram retomadas após quase 40 dias.

Bairro Mathias Velho

— Foto 1: Reuters/Amanda Perobelli — Foto 2: Aryel Martins/RBS TV

O município de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, está entre os mais afetados pela enchente. Imagens de satélite mostram um mar de lama onde antes se podia ver um hospital, escolas, praças, igrejas, além das casas.

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