Arco e flechas, controle de videogame e TV: CPF de gaúcha desaparecida foi usado para compras online

Arco e flechas, controle de videogame e TV: CPF de gaúcha desaparecida foi usado para compras online

Em depoimento na delegacia, a mulher negou qualquer envolvimento com o desaparecimento de Luciani. Ângela disse também a que os itens achados em um apartamento desocupado no local após o pedido de um inquilino. O g1 não conseguiu acesso à defesa da suspeita.

“Os policiais civis localizaram malas cheias de pertences, além de outros objetos adquiridos, tais como 2 arcos balestra, controle de vídeo game e uma televisão”, detalhou o documento de audiência de custódia.

A Polícia Civil não repassou detalhes do caso, mas disse que ao longo desta sexta-feira (13) irá divulgar novas informações sobre o desaparecimento da corretora.

Como a polícia achou itens?

Segundo documentos em que a NSC TV teve acesso, a Polícia Civil descobriu que o CPF da vítima foi usado para compras na internet e, com isso, passou a monitorar os endereços de entrega dos produtos, todos localizados em Florianópolis.

Durante o monitoramento, na quarta-feira (11), os policiais abordaram um adolescente de 14 anos que buscava algumas das encomendas. Ao ser questionado, o rapaz afirmou que os produtos seriam destinados ao irmão, um homem maior de idade.

Com base nesse relato, os agentes foram até a pousada, onde encontraram Ângela, que se apresentou como responsável pelo local. Em um dos apartamentos, além dos produtos comprados com o CPF da vítima, foram achadas duas malas com pertences da corretora. O carro da corretora, um HB20, também foi estava no local.

Depoimentos também indicaram que objetos da vítima teriam sido escondidos e que houve tentativas de dificultar o trabalho da polícia. Para o Ministério Público, os fatos apontam que o caso vai além de um crime patrimonial.

Luciani Aparecida Estivalet Freitas está desaparecida em Florianópolis — Foto: Redes sociais/ Reprodução

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Erros gramaticais levantaram suspeita

Segundo Matheus Estivalet Freitas, irmão de Luciani, a mulher mora sozinha e mandava mensagens todos os dias para a família. O último contato com ela ocorreu em 4 de março. Na segunda-feira, no entanto, após receber mensagens suspeitas enviadas pelo celular da corretora, e com erros gramaticais, a família decidiu registrar o desaparecimento

Em uma delas, Luciani diz que está bem, mas que estaria sendo perseguida por um ex-namorado (veja abaixo).

De acordo com o irmão, Luciani atua como corretora e administradora de imóveis na praia do Santinho, área turística no Norte da Ilha.

Mensagem suspeita acendeu alerta à família de Luciani Aparecida Estivalet Freitas, desaparecida em Florianópolis — Foto: Arquivo pessoal

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