Casal morre com dois dias de diferença em Carazinho após mais de 50 anos juntos: ‘Eram o suporte um do outro’, diz irmã

Casal morre com dois dias de diferença em Carazinho após mais de 50 anos juntos: ‘Eram o suporte um do outro’, diz irmã

A história de amor de mais de cinco décadas entre Neusa de Mattos Alves, de 74 anos, e Arlindo Alves, de 76 anos, terminou marcada pela união. O casal morreu com dois dias de diferença em Carazinho, no Norte do RS.

Arlindo faleceu na última quinta-feira (4). Já no sábado (6), após participar do velório do marido, Neusa morreu vítima de um infarto.

“Eles eram o suporte um do outro”, relembra Maria Aparecida Mattos, irmã de Neusa.

No velório de Arlindo, a esposa surpreendia pela força: consolava familiares e tentava transmitir serenidade, apesar da própria dor. Maria Aparecida conta que a irmã foi convidada pelo padre para descrever o marido.

“‘Pai extremamente amoroso, responsável pela família, uma pessoa extremamente honesta’. Essas foram as palavras que ela descreveu ele”, relata Maria Aparecida.

Dois dias depois do marido, Neusa sofreu um infarto repentino em casa. O filho pediu a ajuda de vizinhos e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas ela não resistiu e morreu a caminho do hospital.

“Foi uma surpresa para a família”, diz a irmã.

Companheiros apesar das diferenças

Naturais de Carazinho, o casal se conheceu na escola. O namoro, no entanto, só começou anos mais tarde, quando começaram a frequentar um clube de jovens da cidade.

“Eu era a responsável por acompanhar eles. O meu cunhado me ofertava chocolate, porque ele queria passear com a minha irmã. E eu só ia passear se quisesse”, lembra Maria Aparecida.

Em 22 de abril de 1972 eles se casaram. Em 53 anos de união, tiveram três filhos. Arlindo trabalhava como motorista de caminhão, e Neusa como doméstica.

Neusa acabou deixando a profissão de lado para cuidar do marido após ele sofrer um derrame. Alegre e espontânea, é lembrada por seu bom humor diário e cuidado com o próximo.

“Ela contava para todo mundo que se olhava no espelho de manhã e dizia ‘como você está linda hoje’. Gostava muito de fazer comida, era o prazer dela. A pessoa chegava à casa deles e do nada brotava comida, ela fazia banquetes”, recorda a irmã.

“Ela dizia ‘nunca vai me faltar nada porque eu tenho o meu Arlindo’. Ele não gostava de barulho e ela era extremamente barulhenta, mas sempre se apoiavam”, lembra.

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