Nos locais de troca de figurinhas, não é incomum ver colecionadores usando estratégias para tentar achar pacotes com os itens mais raros. Há até quem leve uma balança de precisão para o local de encontro e avalie, grama a grama, qual pacote tem mais probabilidade de conter uma “legend”.
⚽🏃 O nome “Legend”, inclusive, não é oficial. O correto, segundo a Panini, empresa responsável pela fabricação e venda dos álbuns da Copa, é “Extra Sticker” ou “Figurinha Extra”. Veja abaixo quais são os jogadores que tem sua versão “extra” no álbum.
O empresário Ramir Severiano, responsável por uma das três maiores distribuidoras de figurinhas da Copa do Mundo no Brasil , com sede em Frederico Westphalen, no Rio Grande do Sul, confirma:
“As figurinhas raras, como estão melhor trabalhadas, são mais pesadas. Dá uma diferença não significativa, mas eles [os colecionadores] conseguem observar”, diz.
Assim como outros especialistas ele atesta que a principal estratégia para “garantir” que um pacote tem uma figurinha funciona: as “extra stickers” seriam mesmo mais pesadas, e a tática de pesar pacotes para consegui-las dá certo.
Em média, um pacote com figurinhas “normais” tem 4 gramas, enquanto um pacote com pelo menos um item especial pesa 5g. Por isso, é necessário ter uma balança de precisão calibrada para conseguir notar a diferença.
O g1 entrou em contato com a Panini e a empresa afirmou que “não vai comentar sobre isso”.
g1 testou e comprovou: figurinhas raras são mais pesadas — Foto: Reprodução/RBS TV
A lista dos jogadores com “Extra Sticker”, segundo a Panini, é a seguinte:
- Lionel Messi
- Jérémy Doku
- Vinícius Júnior
- Alphonso Davies
- Luis Díaz
- Florian Wirtz
- Heung-min Son
- Raúl Jiménez
- Achraf Hakimi
- Cody Gakpo
- Luka Modrić
- Moisés Caicedo
- Mohamed Salah
- Jude Bellingham
- Kylian Mbappé
- Erling Haaland
- Cristiano Ronaldo
- Lamine Yamal
- Federico Valverde
- Christian Pulisic
Sucesso de vendas
De acordo com Severiano, cerca de 65% dos produtos solicitados pela distribuidoras foram vendidos antes do início da Copa. O pedido inicial foi de 50 milhões de envelopes e 1,6 milhão de álbuns, em diferentes versões. Já foram vendidos cerca de 30 milhões de envelopes e mais de um milhão de álbuns, afirma.
As figurinhas são produzidas no Brasil e na Itália e, desde a Copa passada, a Argentina também passou a contar com produção de figurinhas na América Latina.
O Brasil é o país que mais consome esse produto, com 65% da comercialização. A distribuição ocorre com reforço de segurança e sem manuseio do conteúdo pela distribuidora.
“Elas vêm encaixotadas, no dispenser, com mil envelopes. Chegando para nós, aquilo não dá tempo nem de ver: sai do caminhão — que é especial, blindado — com muita segurança, inclusive com batedor, e a gente tem esse cuidado para fazer a distribuição”, conta.
O álbum desta edição tem quase mil figurinhas e reúne 48 seleções. A demanda cresce com o início da competição e a divulgação dos jogadores.
“No lançamento sempre tem uma expectativa, mas agora, a partir do momento que saem as convocações e a mídia começa a mostrar jogadores, isso potencializa. Nós estamos vivendo talvez o momento mais quente da comercialização dos produtos da Copa”, afirma.
Figurinha especial do jogador argentino Lionel Messi colada no álbum da Copa 2026 — Foto: Henrique Martin/g1