O desaparecimento do menino Bernardo Uglione Boldrini completa 11 anos nesta sexta-feira (4). Dias depois, o corpo da criança de 11 anos foi encontrado sem vida, tornando o crime, em Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul, um dos casos policiais de maior repercussão no estado.
Nesta reportagem, o g1 relembra o caso, os condenados e mostra qual a situação dos principais personagens do caso.
Como foi o crime?
Bernardo Boldrini desapareceu em 4 de abril de 2014, em Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul. De acordo com a polícia, o menino foi visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo. Dias depois, o pai de Bernardo procurou uma emissora de rádio de Porto Alegre para pedir ajuda nas buscas pelo menino.
O atestado de óbito diz que a morte do menino ocorreu no dia 4 de abril de “forma violenta”, segundo a família materna. O documento não apontou a causa da morte, mas o texto diz que teria sido de forma violenta e que o corpo estava “em adiantado estado de putrefação”.
Homenagens Bernardo Boldrini — Foto: Caetanno Freitas/G1
Pai, madrasta e amiga responsáveis
Os três foram denunciados por homicídio quadruplamente qualificado (motivos torpe e fútil, emprego de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima). Eles também foram acusados de ocultação de cadáver.
A polícia também indicou Evandro Wirganovicz na participação do crime. As autoridades consideraram que o terreno onde o corpo de Bernardo foi encontrado era de difícil escavação, o que poderia indicar a participação de um homem.
- Graciele Ugulini, a madrasta, recebeu pena de 34 anos e sete meses de prisão.
- Leandro Boldrini, o pai, foi condenado a 33 anos e oito meses de cadeia.
- Edelvânia Wirganovicz, a amiga, foi condenada a 22 anos e 10 meses de prisão.
- Evandro Wirganovicz, o irmão da amiga, foi sentenciado a nove anos e seis meses em regime semiaberto.
Condenados no caso Bernardo: Leandro Boldrini, Graciele Ugulini, Edelvânia Wirganovicz e Evandro Wirganovicz — Foto: Reprodução/TJRS
Onde estão os condenados?
- Leandro Boldrini, pai da vítima
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- Graciele Ugulini, madrasta
Atualmente, ela cumpre pena em regime fechado no Presídio Estadual Feminino Madre Pelletier, em Porto Alegre. Ela só terá direito ao regime semiaberto em 2026 e à liberdade condicional, em 2035.
Juíza faz a leitura das penas da Graciele Ugulini
- Edelvânia Wirganovicz, amiga da madrasta
A defesa, em contato com o g1, se manifestou afirmando que irá recorrer a decisão.
Edelvânia Wirganovicz, condendada pela morte do menino Bernardo
- Evandro Wirganovicz, irmão da amiga
Ele já cumpriu a pena, que foi extinta em janeiro de 2024, e está solto.
Está em Liberdade Evandro Wirganovicz, envolvido no caso Bernardo em Três Passos