A edificação de mais de 100 anos possui 44 cômodos e é um exemplar único de técnicas pioneiras de sistema construtivo e de infraestrutura, destacando-se também por seu valor paisagístico e por seu significativo acervo relacionado à trajetória de Joaquim Francisco de Assis Brasil, histórico líder político do estado.
Em sua biblioteca, encontra-se um acervo de cerca de 15 mil livros, dentre eles exemplares raros de grande valor histórico. Na Revolução de 1923, o local foi palco da assinatura do tratado de paz que deu fim ao conflito entre chimangos e maragatos, documento que entrou para a história como o Pacto de Pedras Altas.
O castelo é tombado como patrimônio cultural do RS. Foi construído a pedido de Assis Brasil – político, diplomata, produtor rural e intelectual gaúcho que é patrono da agricultura do Rio Grande do Sul e dá nome ao parque onde ocorre a Expointer, em Esteio.
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Castelo de Pedras Altas — Foto: Renato Savoldi/Palácio Piratini
A Revolução de 1923
A Revolução de 1923 foi uma guerra civil em território gaúcho, completando uma tríade de conflitos que teve início na Guerra dos Farrapos (1835-1845) e passou pela Revolução Federalista (1893-1895), também conhecida como Guerra da Degola.
O movimento revolucionário, liderado por Assis Brasil, buscava a deposição do então presidente do Estado, Borges de Medeiros, que tinha suas forças comandadas por Júlio de Castilhos.
Em Pedras Altas, um tratado encerrou a guerra, selando a paz entre maragatos e chimangos e encerrando uma sucessão de conflitos que moldou a cultura gaúcha.
Primeiras etapas de restauração de castelo já haviam sido entregues em Pedras Altas
Quarta etapa da obra foi concluída
A quarta etapa da obra foi entregue na sexta-feira (10). Esta fase dos trabalhos contou com investimento de R$ 2,05 milhões, divididos entre R$ 1,97 milhão captados via Lei de Incentivo à Cultura (LIC), e R$ 80 mil provenientes do município.
Integraram essa etapa o restauro nos andares superiores do prédio, a execução de drenagem no entorno do edifício e a realização de ações educativas. A LIC já havia financiado a primeira fase das obras, inaugurada em 2024. A segunda recebeu recursos de uma entidade privada, e a terceira foi viabilizada por meio da Lei Rouanet.
As melhorias realizadas nas etapas anteriores incluem impermeabilização, revisão pluvial, pavimentação dos terraços, reintegração de revestimentos internos de tetos e paredes, restauração de esquadrias externas, limpeza da fachada, construção de banheiro de apoio, identificação e correção de rachaduras e fissuras, troca de madeiramento e telhas, instalação de cozinha, entre outras ações.
As próximas etapas, com cronograma a definir, abrangem serviços no subsolo e no térreo, recuperação de todo o acervo móvel e intervenções nas demais edificações do complexo.