Chikungunya em Carazinho: prefeitura investiga por que cidade do interior tem duas mortes, três suspeitas e 85% dos casos do RS

Chikungunya em Carazinho: prefeitura investiga por que cidade do interior tem duas mortes, três suspeitas e 85% dos casos do RS

O governo do RS enviou equipes para Carazinho, na Região Norte do estado, para reforçar ações de combate à chikungunya no município. As duas primeiras mortes no estado pela doença foram registradas na cidade de 60 mil habitantes, neste ano.

Outras três mortes estão em investigação. E mais 209 casos, cerca de 85% do total do estado, já foram registrados na cidade.

De acordo com a secretária de Saúde de Carazinho, a situação está sendo investigada por técnicos do estado e da prefeitura, mas acredita-se que o primeiro caso tenha sido importado por um morador em janeiro.

“Estamos fazendo uma pesquisa maior, mas a primeira hipótese é de que um morador esteve em férias em algum local de outro estado e trouxe o caso para cá”, explica Carmen Santos. Segundo ela, as notificações na cidade estão concentradas em três bairros.

Cerca de mil testes rápidos para identificar a doença e veículos para aplicação de inseticida foram enviados pelo governo do estado à prefeitura da cidade. Reuniões com equipes de saúde do município e treinamentos para lidar com a doença também foram realizados para tentar estancar os casos.

Drones também devem ser usados para mapear áreas com acúmulo de água, o que facilita a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença.

“Estamos aqui para fortalecer orientações de vigilância em saúde e de manejo clínico da chikungunya, ouvindo o município, entendendo as particularidades e avaliando possibilidades e estratégias de enfrentamento”, explica a diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) do RS, Tani Ranieri.

Prefeitura faz fumacê para combater chikungunya em Carazinho, onde há surto da doença — Foto: José Luis Zasso/Secretaria Estadual de Saúde do RS

Prevenção

A Secretaria da Saúde alerta para medidas de prevenção à proliferação e circulação do Aedes aegypti.

  • É importante manter a limpeza das áreas internas e externas das residências, priorizando a eliminação de objetos com água parada, o que evita a proliferação do mosquito Aedes aegypti;
  • O uso de repelente também é recomendado para proteção individual contra o mosquito;
  • Em municípios com vacina disponível, é recomendada a vacinação da população elegível (crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos).

O ‘Aedes aegypti’ atua como transmissor da dengue, da chikungunya e da zika — Foto: SHUTTERSTOCK/KHLUNGCENTER

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