O trabalho, que começou no sábado (24), segue neste domingo (25), com equipes em campo realizando atividades de vigilância e orientação aos produtores.
“[O encerramento do foco] não significa que as ações de vigilância realizadas pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) no raio do foco serão finalizadas. O evento de gripe aviária continua e, com isso, as visitas nas propriedades rurais e as barreiras de desinfecção também”, disse a Seapi.
A doença atingiu galinhas de uma granja em Montenegro, na Região Metropolitana de Porto Alegre, fato confirmado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) em 16 de maio. A granja comercializava ovos férteis – era um estabelecimento de reprodução. No total, 17 mil aves morreram, a maioria pela doença. As demais foram sacrificadas.
O Ministério da Agricultura já investigou cerca de 4 mil casos de Síndrome Respiratória e Nervosa em aves desde 2022, ano em que o governo começou a divulgar esses dados. Desse total, apenas 4% foram confirmados como gripe aviária, a maioria em aves silvestres.
⚠️ A gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne de aves e ovos, diz o Ministério da Agricultura. O Brasil nunca teve um caso de gripe aviária em humano.
Agora, segue em vigor apenas o foco no zoológico em Sapucaia do Sul (saiba mais abaixo). Há, ainda, dois possíveis focos em investigação no RS: em galinhas criadas para subsistência em Capela de Santana e em aves silvestres em Porto Alegre.
Medidas pra conter gripe aviária seguem no RS
Vazio sanitário
➡️ Esse período é essencial para garantir que não haja vestígios do vírus no ambiente antes da retomada das atividades na granja, contribuindo para a contenção da doença e a segurança sanitária da avicultura na região, informa o Mapa.
Caixas de ovos e outros itens são queimados em buraco no chão de granja na cidade de Montenegro, no Rio Grande do Sul, após a confirmação de caso de gripe aviária — Foto: REUTERS/Diego Vara
Focos no RS: granja e zoológico
O g1 e a RBS TV confirmaram que o foco inicial da doença foi em uma propriedade rural que tem vínculo com a Vibra Foods em Montenegro. De acordo com a empresa, “todas as Informações sobre gripe aviária no Brasil devem ser atualizadas com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Secretaria de Agricultura e Ministério da Agricultura”.
Além da contaminação na granja, a gripe aviária também foi confirmada no Zoológico de Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, causando a morte de mais de 90 aves silvestres.
Os vírus detectados na granja e no zoológico têm a mesma cepa, conforme o Ministério da Agricultura. Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, “ainda não dá para dizer que há relação direta entre os dois [casos]”.
Zoológico de Sapucaia do Sul — Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini/ Arquivo
Raio X da produção e venda de carne de frango do Brasil — Foto: arte g1