“Ligaram da escola para a minha esposa, dizendo que tinha havido um incidente com o meu filho. Quando eu cheguei, ele estava pelado, deitado no chão, com a professora tentando acalmá-lo e não tinha recebido atendimento médico ainda”, conta o pai do menino, Roberto Riolfi Junior, de 34 anos.
Roberto diz que imediatamente procurou a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do município, que avaliou os ferimentos.
“Por sorte, atingiu apenas o glúteo e o braço, mas, mesmo assim, estamos avaliando diariamente para saber se ele não precisará ser internado para remover a pele que sofreu a queimadura”.
Ainda de acordo com o pai, o uso de fogueiras na escola em dias frios é recorrente, mas não foi acordado ou autorizado pelos pais.
“Chamam de vivências, mas estamos falando de crianças de zero a cinco anos, então considero muito perigoso”, afirma, ressaltando que o filho não deverá seguir na mesma escola.
Em nota, a prefeitura de Novo Hamburgo confirmou o caso e diz que vai instaurar sindicância para apurar o que aconteceu. O caso também é investigado pela Polícia Civil.
Nota da prefeitura de Novo Hamburgo|
“Sobre o questionamento, a Secretaria Municipal de Educação (SMED) informa que a criança sofreu queimaduras durante uma atividade lúdica realizada na tarde desta terça-feira (15), na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Caracol, bairro Primavera.
A turma estava no pátio, participando de uma atividade pedagógica lúdica que a escola tem autonomia de organizar, como preconiza a Base Nacional Curricular Comum (BNCC), quando o menino caiu sentado no fogo de chão. Rapidamente, a criança foi socorrida pelos professores, que prestaram os primeiros atendimentos, com limpeza da área queimada e troca de roupa, sendo encaminhada para atendimento médico pelos pais, que prontamente se dirigiram para a escola.
A SMED vai instaurar uma sindicância para apurar o que aconteceu e caso seja necessário, poderá abrir um processo administrativo disciplinar. A SMED está à disposição da família para acolhimento e escuta ativa.”