Criminosos roubam dados da conta gov.br financiam carro em nome de médico no RS

Criminosos roubam dados da conta gov.br financiam carro em nome de médico no RS

As dívidas somavam mais de R$ 200 mil. Um dos veículos foi retirado em uma revenda de Rio Grande, no Sul do estado. O outro seria entregue em Passo Fundo, no Norte, mas a venda foi cancelada após o vendedor desconfiar da documentação.

A Polícia Civil investiga o caso. Nenhum suspeito foi identificado até a última atualização desta reportagem.

O financiamento foi aprovado com documentos enviados pela internet. No entanto, o consultor de vendas Charles Sperotto percebeu inconsistências.

“Ele me mandou a documentação do enteado que viria retirar, supostamente, o carro. O enteado era mais velho que o próprio comprador, aí desconfiei. Quando pedimos a documentação autenticada, houve relutância. Fomos atrás até conseguir o contato do verdadeiro Rodrigo”, contou.

Rodrigo Rodrigues da Silva, o médico que foi vítima da fraude, recebeu uma ligação da concessionária de Passo Fundo para uma pesquisa de satisfação.

“Me parabenizando pela compra de um carro novo. Eu rapidamente falei: ‘não, isso é golpe, não comprei carro nenhum'”, relatou.

A revenda cancelou a venda, registrou boletim de ocorrência e comunicou o banco. Como o carro ainda não havia sido emplacado, não houve prejuízo ao cliente.

Médico de Ijuí (RS) percebeu que havia sido vítima de golpe ao acessar sua conta gov.br — Foto: Reprodução/RBS TV

Golpes virtuais crescem no RS

Segundo a Polícia Civil, os golpes pela internet têm se multiplicado e são enquadrados como estelionato. Até setembro, quase 400 casos foram registrados apenas em Ijuí.

“O golpista vai até a residência da vítima e não pega dado nenhum, apenas faz uma selfie. Com essa foto e os dados que já tem, consegue fazer empréstimos e adquirir bens em nome da vítima”, explicou o delegado Ricardo Miron.

Técnicas cada vez mais sofisticadas

Especialistas alertam para o uso de técnicas como o phishingpáginas falsas que imitam sites reais para roubar dados.

“Eles mandam links por WhatsApp, e-mail ou SMS. A pessoa clica, é direcionada para uma página falsa e acaba fornecendo seus dados”, explicou Tiago Mallmann Rohde, mestre em ciência da computação.

A recomendação é usar senhas fortes, ativar a autenticação em dois fatores e nunca clicar em links suspeitos.

Rodrigo registrou boletim de ocorrência. A Polícia Civil investiga o caso. A revenda de Rio Grande, onde o carro foi retirado, não quis se manifestar. O veículo, avaliado em mais de R$ 100 mil, ainda não foi localizado e segue no nome da vítima.

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