quarta-feira, junho 24, 2026
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De estelionato a loteria ilegal: saiba quais crimes levaram Nego Di e a esposa à condenação; humorista foi sentenciado a 14 anos de prisão

por admin
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A sentença, proferida na terça-feira (23), aponta que o humorista e a esposa, Gabriela Vicente de Sousa, atuaram em um esquema que envolvia rifas virtuais irregulares, ocultação de valores e uso de documentos falsos.

No total, Nego Di foi condenado a 14 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado, além de uma pena adicional de 1 ano e 15 dias por promover uma loteria ilegal. Já Gabriela recebeu pena de 8 anos e 4 meses de prisão, também em regime fechado, por lavagem de dinheiro.

Agora no g1

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As penas incluem ainda pagamento de dias-multa, calculados com base no salário mínimo vigente à época dos fatos.

O g1 entrou em contato com a defesa de Dilson, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Também foi questionado se a esposa é representada pela mesma defesa.

Entenda os crimes

  • Promoção de loteria ilegal: Nego Di condenado a 1 ano e 15 dias de prisão simples

Nego Di teria fraudado rifa e simulado contato com ganhadora de Porsche

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As ações eram divulgadas nas redes sociais, com oferta de prêmios em dinheiro e bens mediante a venda de bilhetes. O juiz destacou que a prática não foi isolada, mas sim uma atividade estruturada e reiterada, com grande alcance e movimentação superior a R$ 2,5 milhões.

Na decisão, o magistrado também afastou a alegação de desconhecimento da ilegalidade, afirmando que, pelo volume financeiro e pela natureza da atividade, havia dever de o influenciador se informar sobre a legalidade das ações.

  • Estelionato: Nego Di condenado a 2 anos e 1 mês de reclusão

De acordo com a sentença, o influenciador simulava sorteios de prêmios de alto valor para atrair compradores de rifas.

Um dos casos citados envolve um Porsche Macan avaliado em R$ 500 mil. O juiz concluiu que não havia intenção real de entregar o prêmio, caracterizando o crime. A decisão também menciona encenação para dar aparência de legalidade, incluindo o suposto contato com uma vencedora.

Para a Justiça, ficaram comprovados o prejuízo das vítimas, a obtenção de vantagem ilícita e a indução ao erro, atingindo ao menos 9.683 pessoas, com prejuízo total de R$ 185,3 mil.

  • Lavagem de dinheiro: Nego Di condenado a 9 anos, 4 meses e 8 dias de reclusão; Gabriela condenada a 8 anos e 4 meses de reclusão

Segundo a sentença, após a obtenção dos valores com as rifas, Dilson e Gabriela passaram a atuar para ocultar a origem ilícita do dinheiro.

Nego Di e Gabriela Sousa — Foto: Reprodução/Instagram

De acordo com a decisão, o esquema envolveu o uso de contas bancárias em nome da própria Gabriela e de uma empresa do casal, além de contas de terceiros. Os valores eram transferidos entre diferentes contas e misturados a recursos de origem lícita, o que, conforme o juiz, dificultava o rastreamento.

A Justiça também apontou a aquisição de bens com aparência de legalidade. O magistrado classificou a operação como um esquema sofisticado, estruturado em múltiplas camadas, e destacou que a participação de Gabriela foi essencial para viabilizar a movimentação de mais de R$ 2,4 milhões.

  • Uso de documento falso: Nego Di condenado a 3 anos e 4 meses de reclusão

A condenação por uso de documento falso está relacionada à divulgação de um comprovante bancário adulterado nas redes sociais.

Conforme a sentença, Dilson realizou uma transferência real de R$ 100 via PIX e, a partir do comprovante original, alterou o valor para fazer constar R$ 1 milhão. Em seguida, publicou o documento como se fosse verdadeiro, afirmando ter feito a doação do valor às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.

Para a Justiça, a conduta foi intencional e houve plena consciência da falsidade, com o objetivo de induzir a coletividade em erro ao atribuir ao influenciador uma doação que não ocorreu.

A participação de Gabriela, segundo a decisão, foi essencial para o funcionamento do esquema. O juiz afirmou que ela cedeu contas e estruturas financeiras para movimentar os recursos de origem ilícita e também se beneficiou da aquisição de bens.

No caso do comprovante de doação, o magistrado considerou que houve adulteração consciente do valor antes da divulgação nas redes sociais, com o objetivo de induzir o público ao erro.

Loja virtual “Tadizuera”

O inquérito policial foi concluído em agosto de 2023, com pedido de prisão preventiva. Em julho de 2024, o MP se manifestou favoravelmente à prisão, e a Justiça decretou a medida no mesmo dia.

Nego Di é preso por golpe

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Em seguida, Nego Di foi preso preventivamente em Florianópolis (SC) e permaneceu na Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan) por mais de quatro meses.

Nego Di deixa presídio em Canoas

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Após a soltura, o influenciador passou a cumprir medidas cautelares, como proibição de uso de redes sociais, entrega de passaporte e comparecimento periódico em juízo. Após violar essas medidas com postagens nas redes, foi advertido pela Justiça.

Em outubro de 2025, a 29ª Promotoria de Justiça Criminal de Porto Alegre tornou o humorista e o sócio dele, Anderson Boneti (que está preso por outro processo envolvendo a loja), réus em mais uma ação penal por estelionato.

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