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“Sequestro não pode ter sido, uma pessoa ficar uma semana em cativeiro sem o pedido de resgate. Pode ser um cárcere privado, pode ser um homicídio. Nós trabalhamos com a existência de algum crime”, afirma o delegado Anderson Spier, titular da 1ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana.
Família Aguiar
Donos de um pequeno mercado junto à residência em uma rua pacata, Isail e Dalmira são considerados queridos e tranquilos pelos vizinhos do bairro Anair. O comércio da família está fechado desde o dia 25 de janeiro.
“São uns vizinhos extremamente conhecidos por todos nós. Eu tenho 35 anos. Sou uma moradora próxima. Me criei aqui. Eu não tenho nada de mal para falar deles, porque eles sempre foram uns vizinhos que nunca tiveram boca para nada. Está todo mundo na cidade, na vila, chocado. Cadê a Silvana?”, destaca uma moradora.
Conforme conhecidos, Silvana é filha única e tem uma boa relação com os pais. Ela mora nas proximidades com o filho de 9 anos. Nas redes sociais, ela se apresenta como vendedora de cosméticos de grandes marcas. Católica, frequenta as missas da paróquia do seu bairro com a criança.
A mulher é separada do pai do menino, que estava com ele na data do desaparecimento da mãe.
Comportamento incomum
A suposta viagem para Gramado causou estranheza nos vizinhos, que dizem que a mulher costuma sempre avisar antes de fazer qualquer passeio. Outro ponto é de que o casal de idosos, que não possui celular e teria sido avisado sobre as postagens da filha, costuma sempre chamar um motorista particular e, no dia em que desapareceram, saíram em um carro desconhecido.
Vídeo mostra movimentação de carros em frente à casa da mulher

Câmera registra movimentação de veículos na casa de família desaparecida no RS
“O carro dela, durante todo esse tempo, ficou dentro da garagem. Ele não foi utilizado desde o final de semana e a chave fica na casa. A gente ainda procura saber se era ela que havia usado esse carro [no vídeo] , o que confirma nossa tese de que ela não foi para Gramado, não viajou, ou se era algum parente que possa ter pego”, relata o delegado.
Pouco antes, às 20h34, a câmera flagrou a entrada de um carro vermelho no portão da residência. O veículo permanece no local por cerca de oito minutos antes de ir embora.
Mais tarde, por volta de 23h30, outro automóvel chega, permanece por aproximadamente 12 minutos e, então, deixa o local. A polícia busca identificar o automóvel e ver se éo mesmo nos dois horários.
Mercado da família Aguiar — Foto: Reprodução/RBS TV
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