Entenda por que é proibido por lei colher pinhão até esta terça-feira no RS (e por que safra deve ter queda de até 60%)

Entenda por que é proibido por lei colher pinhão até esta terça-feira no RS (e por que safra deve ter queda de até 60%)

Entenda por que é proibido por lei colher pinhão até esta terça-feira no RS (e por que safra deve ter queda de até 60%)

Até lá, vigora o período de defeso do pinhão, que proíbe coleta, armazenamento e transporte da semente.


  • Produtores de São Francisco de Paula, nos Campos de Cima da Serra, vivem a expectativa pela nova safra do pinhão, que tem início a partir de 1º de abril.

  • Até lá, vigora o período de defeso, que proíbe a coleta, o armazenamento e o transporte da semente.

  • A previsão para este ano, no entanto, é de uma queda de até 60% na produção.

  • A redução se deve a fatores naturais, como o ciclo da planta e as chuvas fortes na primavera.

Colheita do pinhão é proibida até dia 1º de abril

Produtores de São Francisco de Paula, nos Campos de Cima da Serra, aguardam a nova safra do pinhão, que inicia a partir de 1º de abril. Até lá, vigora o período de defeso, que considera crime ambiental a coleta, o armazenamento e o transporte da semente. Somente no ano passado, o Comando Ambiental da Brigada Militar apreendeu mais de uma tonelada da semente.

Apesar da expectativa pela colheita, a previsão para 2026 é de uma queda de até 60% na produção. Fatores naturais, como as fortes chuvas da primavera, podem ter prejudicado a fecundação da semente, que é feita pelo vento. É o que explica a extensionista rural e social da Emater/RS, Sandra Loreni Almeida.

“Ela é uma planta cíclica, então depende do clima e da produção anterior. Quando a produção é muito grande, a planta sofre um estresse produtivo e aí no próximo ano a produção vai ser menor”, completa.

O período de defeso é fundamental para o ecossistema e para a qualidade do produto. “É um momento crítico para a araucária, porque a semente não está madura, então ela não vai germinar. Também não tem qualidade nutricional, de sabor ou de textura para ser consumido”, detalha Sandra.

Em São Francisco de Paula, cerca de 140 famílias dependem da coleta do pinhão, que em 2025 gerou cerca de 150 toneladas. Todo pinhão extraído na cidade vem de espécies nativas e a semente também serve de alimento para a fauna e para o gado.

Pinhão — Foto: Reprodução/RBS TV

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