Ex-secretária, ex-vereadores e mais 21 são indiciados por fraude na Educação em Porto Alegre

Ex-secretária, ex-vereadores e mais 21 são indiciados por fraude na Educação em Porto Alegre

O caso foi revelado pelo Grupo de Investigações da RBS (GDI), que flagrou milhares de livros guardados de forma precária em depósitos do município, além de mais de mil chromebooks e kits pedagógicos sem utilização.

Entre os indiciados estão:

  • a ex-secretária de Educação de Porto Alegre Sônia da Rosa;
  • o empresário Jaílson Ferreira da Silva;
  • o ex-vereador Alexandre Bobadra;
  • o ex-vereador Pablo Melo.

Pablo Melo é filho do prefeito de Porto Alegre Sebastião Melo. O prefeito não consta entre os investigados.

O advogado de Sônia da Rosa afirma que a defesa só vai falar em juízo. A defesa de Jaílson Ferreira da Silva informa que ele não recebeu nenhum centavo, e que o indiciamento não tem base jurídica. A defesa de Pablo Melo declarou perplexidade e contrariedade com o indiciamento e diz que ele não foi ouvido pelo delegado do caso. O g1 busca a defesa de Bobadra e atualizará a reportagem quando obtiver resposta.

Livros, computadores e kits pedagógicos sem uso nas escolas municipais de Porto Alegre — Foto: Reprodução/RBS TV

Investigação

O caso foi descoberto pelo GDI, que revelou em reportagens que, a partir de junho de 2023, teria havido desperdício de material escolar em depósitos e em escolas.

Na sequência, o GDI mostrou o suposto direcionamento de compras da Smed para um grupo econômico. Houve vendas de cerca de 500 mil livros didáticos e de literatura e de 104 laboratórios de ciências e matemática à Smed ao custo de R$ 43,2 milhões.

As negociações foram concretizadas entre junho e outubro de 2022. Conforme apuração da Polícia Civil, a suspeita é de que agentes públicos tenham se beneficiado com vantagens indevidas derivadas das negociações.

A polícia diz que havia três núcleos de atuação na fraude, formados por:

  • servidores municipais da SMED;
  • agentes políticos;
  • e empresários.

Jaílson também teria repassado R$ 550 mil para um advogado próximo do então chefe de gabinete de Pablo Melo, Reginaldo Bidigaray. Logo depois, a polícia aponta que Pablo teria depositado R$ 390 mil em uma casa de apostas esportivas. A defesa de Reginaldo declara que acredita na inocência dele.

Agora, o caso segue para o Ministério Público. Outros inquéritos sobre compras na SMED seguem sendo investigados pela polícia.

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