Falsa psicóloga do RS é indiciada por exercício ilegal da profissão e falsidade ideológica

Falsa psicóloga do RS é indiciada por exercício ilegal da profissão e falsidade ideológica

Falsa psicóloga do RS é indiciada por exercício ilegal da profissão e falsidade ideológica

Segundo investigação, mulher cobrava R$ 130 por consulta e atendia pacientes neurodivergentes. Ao menos 85 vítimas teriam sido enganadas, diz polícia.


  • A mulher de 33 anos suspeita de se passar por psicóloga clínica foi indiciada pela Polícia Civil por exercício ilegal da profissão e falsidade ideológica.

  • Ela se apresentava como especialista no atendimento de crianças e adolescentes com neurodivergências, como Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), segundo a polícia.

  • A mulher não tem a formação correspondente nem está inscrita no conselho da categoria. Ela usava ilegalmente o registro profissional de uma psicóloga que atende em Ivoti.

  • Ao menos 85 pacientes foram enganados pela suspeita, conforme levantamento da polícia.

Aumenta número de possíveis vítimas de falsa psicóloga em Porto Alegre

A mulher não tem a formação correspondente nem está inscrita no conselho da categoria. Ela usava ilegalmente o registro profissional de uma psicóloga que atende em Ivoti, cidade a cerca de 50 km de Porto Alegre. A profissional desconhecia que estava sendo lesada.

Em depoimento à polícia, a suspeita preferiu ficar em silêncio. Não houve pedido de prisão à justiça, porque os crimes tipificados no indiciamento têm pena inferior a quatro anos, esclarece Lopes.

“Só cabe prisão preventiva para crimes que a pena máxima seja superior a quatro anos. Se coubesse, pode ter certeza, eu ia ser o primeiro a representar pela prisão dela”, diz o delegado.

O Ministério Público (MP) vai analisar o inquérito e pode denunciar ou não a mulher na Justiça. Caso faça e o Judiciário aceite, ela começa efetivamente a ser julgada.

Mais de 80 vítimas em outro inquérito

A suspeita é alvo de um segundo inquérito, conduzido pela 3ª Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente. Ao menos 85 pacientes foram enganados pela suspeita, conforme levantamento da polícia.

Também foram recolhidos cartões de visita e fotos profissionais com a toga de formatura.

Orientações

A Polícia Civil orienta as pessoas que se identifiquem com a situação que registrem ocorrência policial na delegacia mais próxima ou na Delegacia Online.

Polícia cumpriu ordens judiciais em endereços ligados a mulher suspeita de se passar por psicóloga — Foto: Divulgação/Polícia Civil

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