Família doará órgãos de jovem morto após tentar impedir homicídio e feminicídio no RS

Família doará órgãos de jovem morto após tentar impedir homicídio e feminicídio no RS

O irmão dele, Erick Oliveira, afirmou que Djonatan não conhecia Sheila, a vítima do feminicídio, mas conhecia pai dela, Rogério. Os dois jogavam juntos no time de futebol Ilhéus.

O jovem passava pelo local e foi baleado ao tentar intervir no tumulto. Desde o domingo (10), ele estava hospitalizado em estado gravíssimo. O velório ainda não tem data definida, pois é necessário aguardar a conclusão da remoção dos órgãos pelo HPS.

O suspeito não teve o nome divulgado. Ele foi transferido para o hospital Vila Nova, na Zona Sul da capital, na segunda-feira (11), e segue sob custódia.

Morre jovem baleado ao tentar conter homem que assassinou ex-mulher e pai dela em Porto Alegre — Foto: Arquivo pessoal

Crime no Dia dos Pais

O ex-companheiro de Sheila, com quem ela foi casada por mais de 20 anos e tinha se separado há cerca de seis meses, mora na casa ao lado do ex-sogro e a abordou para conversar. Em seguida, o homem atirou duas vezes contra a cabeça dela.

“O suspeito não aceitava o término do relacionamento, e acabou acontecendo essa tragédia aqui. O pai tentou proteger a filha e acabou sendo morto. Tudo isso, lamentavelmente, em pleno Dia dos Pais”, afirmou o delegado plantonista Anderson Hermes.

Testemunhas contaram que Rogério viu a filha ser baleada e, com um facão, correu para impedir o agressor de continuar. Ele também foi atingido por tiros e morreu no local.

O atirador trabalha como segurança. Três armas foram apreendidas com o homem, conforme a polícia. São uma pistola 380, um revólver 38 e espingarda tipo puma.

De acordo com a polícia, Sheila não tinha medida protetiva contra o agressor.

Sheila visitava Rogério para comemorar o Dia dos Pais — Foto: Arquivo pessoal

Denuncie violência doméstica

Se a ocorrência estiver em andamento, a vítima de violência ou qualquer pessoa deve ligar para o 190, o número da Brigada Militar.

Se a violência já aconteceu, a vítima deve ir na Delegacia da Mulher ou em qualquer delegacia para fazer o boletim de ocorrência e pedir medidas protetivas (localize uma delegacia aqui). Também é possível registrar uma ocorrência e pedir medida protetiva pela Delegacia Online.

A Central de Atendimento à Mulher funciona 24 horas pelo 180. A Defensoria Pública atende pelo telefone 0800-644-5556 e dá orientações sobre direitos e consulta a advogados.

Sheila Lopes da Silva, 41 anos, foi vítima de feminicídio, segundo a polícia — Foto: Reprodução/RBS TV

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