Fundadores de Templo de Lúcifer no RS anunciam criação de nova religião; saiba no que creem os ‘noltistas’

Fundadores de Templo de Lúcifer no RS anunciam criação de nova religião; saiba no que creem os ‘noltistas’

De acordo com um dos fundadores da nova religião, Mestre Lukas de Bará da Rua, o noltismo tem dogmas próprios, prega o culto aos demônios e uma nova interpretação da espiritualidade luciferiana. Os seguidores são chamados de noltistas ou daimomantes, termo derivado da união entre daimon (entidade espiritual interior) e amantia (estado de entrega ritual), explica Lukas.

“O noltismo não é apenas mais um movimento. É agora uma religião e uma casa simbólica para os que caminham com o Lúcifer vivo. E todos estarão convidados a entrar”, afirma o religioso.

Apesar de estar associado ao diabo e ao “mal”, o nome de Lúcifer é, para os noltistas, uma “manifestação simbólica de transformação, conhecimento e libertação”.

“Para nós, Lúcifer é um deus que, assim como tantos outros, foi demonizado pela Igreja Católica. Lúcifer é o portador da luz, do autoconhecimento. O noltismo não acredita em bem ou mal como valores morais fixos, mas em energias, intenções e forças que devem ser canalizadas”.

Natural de Gravataí, Mestre Lukas de Bará da Rua é um mestre de quimbanda independente e trabalha com cartas e búzios negros. Em 2024, o religioso atuou na criação de um monumento dedicado a Exu no município. O caso gerou polêmica na cidade e o santuário foi interditado e teve sua inauguração suspensa pela Justiça. Relembre abaixo.

Polêmica

Estátua de Lúcifer é erguida em santuário no RS

A notícia da criação do santuário com a estátua de Lúcifer provocou polêmica na cidade em 2024. Nas redes sociais, algumas pessoas elogiaram a iniciativa, ressaltando o respeito à fé alheia, enquanto outras pessoas criticaram, associando a religião a algo demoníaco.

Uma das críticas dizem que a obra supostamente contaria com dinheiro público, o que tanto Mestre Lukas quanto a Prefeitura de Gravataí negam.

“Quando as pessoas veem com um olhar de preconceito, isso atrapalha bastante. Não teve nada de dinheiro público, é tudo da nossa ordem”, afirma Mestre Lukas.

Em nota, a prefeitura do município de 265 mil habitantes afirmou, na época, que “não tinha conhecimento sobre a criação” do santuário e que “não há qualquer vínculo ou recurso público da prefeitura no empreendimento”.

Estátua de Lúcifer tem cerca de 5 metros, pesa uma tonelada e custou R$ 35 mil — Foto: Arquivo Pessoal

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