Grupo que sequestrou empresários também monitorava médico e influenciadora no RS, diz polícia; 7 foram presos

Grupo que sequestrou empresários também monitorava médico e influenciadora no RS, diz polícia; 7 foram presos

Agentes do Departamento Estadual de Investigação Criminal cumpriram 13 mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão em Porto Alegre, Gravataí, Viamão, Santo Antônio da Patrulha, São Jerônimo e Charqueadas, todas nas Região Metropolitana. Até a última atualização desta reportagem, 7 pessoas haviam sido presas.

De acordo com a delegada Isadora Galian, o grupo criminoso está diretamente envolvido no sequestro de um casal de idosos em março deste ano na mesma região.

Segundo as investigações, o casal de 68 e 69 anos de idade é proprietário de empreendimentos, como supermercados. Os agentes da Polícia Civil descobriram que os suspeitos prepararam o sequestro por semanas, e contaram com a ajuda de uma funcionária do supermercado para monitorar a vítima.

Através das câmeras de segurança do empreendimento e de conversas telefônicas, a polícia descobriu que informações da trabalhadora foram repassadas aos suspeitos, que, minutos depois, conseguiram realizar o sequestro.

“O líder do grupo está preso, ordenando de dentro do presídio. Era uma quadrilha que estava tentando rentabilizar a partir de sequestros”, disse a delegada

As vítimas permaneceram em um cativeiro em Santo Antônio da Patrulha e foram ameaçadas. Os sequestradores exigiram cerca de R$ 1 milhão para libertar o casal, sob pena de executá-las. Agentes da Polícia Civil e da Brigada Militar agiram no local e conseguiram prender quatro pessoas.

Operação mandados 13 mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão em Porto Alegre, Gravataí, Viamão, Santo Antônio da Patrulha, São Jerônimo e Charqueadas. — Foto: Reprodução/RBS TV

Médico e influencer seriam alvos

Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu pelo menos outras pessoas envolvidas no esquema de sequestro. As investigações ainda apuram se outras vítimas foram raptadas pelos bandidos e liberadas mediante pagamento. Conforme a delegada Isadora Galian, os crimes eram ordenados de dentro do presídio, e executados por bandidos que atuam nas ruas.

A Polícia Civil também descobriu que os suspeitos estavam planejando outros sequestros. Havia uma lista com vários nomes de pessoas que poderiam se tornar alvo. Dentre eles, um médico e uma influencer, que segundo os agentes, estavam sendo monitorados pelos criminosos.

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