Homem é condenado a 57 anos de prisão por triplo homicídio de família em Passo Fundo

Homem é condenado a 57 anos de prisão por triplo homicídio de família em Passo Fundo

Segundo o Ministério Público, Costinha, como é conhecido, foi responsável pelo planejamento e financiamento da ação criminosa que resultou na morte de Diênifer Padia, de 26 anos, Kétlyn Padia dos Santos, de 15, e Alessandro dos Santos, de 35. As vítimas eram da mesma família.

No caso de Diênifer, foram reconhecidas as qualificadoras de homicídio mediante paga ou promessa de recompensa, emprego de asfixia, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação a Kétlyn e Alessandro, a condenação considerou as qualificadoras de asfixia, dissimulação, recurso que dificultou a defesa e o objetivo de assegurar a impunidade de outro crime.

A decisão foi tomada na tarde de sexta-feira (12), após dois dias de julgamento no Tribunal do Júri da Comarca do município. O réu, que já estava preso, não poderá recorrer em liberdade.

O g1 entrou em contato com a defesa de Costinha, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Luciano já havia sido julgado em agosto do ano passado, quando foi condenado a 44 anos de prisão pelas mortes de Alessandro e Kétlyn, mas absolvido pela morte de Diênifer, considerada o alvo principal da ação.

A defesa alegou contradição na decisão, já que o réu foi condenado pelas mortes das testemunhas, mas absolvido pela morte que teria motivado o crime. O Tribunal de Justiça concordou com o argumento e anulou a condenação em abril deste ano.

Durante o julgamento foram ouvidas seis testemunhas e o próprio réu, em um interrogatório que durou mais de uma hora e meia.

Histórico do caso

Confirmada data para novo julgamento de envolvido em triplo homicídio em Passo Fundo

De acordo com a investigação, Luciano seria o elo entre os mandantes do crime e os executores. Alessandro e Kétlyn não eram alvos dos criminosos, mas teriam sido mortos para eliminar testemunhas.

Em agosto do ano passado, Monalisa Kiesch, companheira de Luciano, também foi julgada e absolvida. Esta decisão foi mantida.

Outro réu no caso, Eleandro Roso, foi condenado em 2022 a 69 anos de prisão. Segundo a Polícia Civil, Eleandro era ex-patrão de Diênifer e teria tido um relacionamento com ela, que resultou em uma gravidez. A motivação do crime, conforme a investigação, teria sido uma traição descoberta pela esposa de Eleandro. A família teria contratado um ex-policial para executar os assassinatos.

Na ocasião do crime, seis pessoas estavam na casa. Três foram mortas e três crianças, filhas de Diênifer, sobreviveram. Uma delas, de 6 anos, conseguiu sair do local e pedir ajuda aos vizinhos. As vítimas foram encontradas mortas por asfixia.

Diênifer, Alessandro e Kétlyn — Foto: Arquivo pessoal

VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Related posts

AO VIVO: PM e mais cinco pessoas são indiciadas em caso da Família Aguiar; ASSISTA

RS confirma primeira morte por dengue em 2026

Família Aguiar: PM indiciado criou áudio falso com IA para enganar ex-sogros após sumiço da ex-mulher, diz polícia