Juíza que morreu após coleta de óvulos em SP sonhava com a magistratura desde a adolescência

Juíza que morreu após coleta de óvulos em SP sonhava com a magistratura desde a adolescência

A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) também emitiu uma nota de pesar e afirmou que entrou em contato com os familiares para prestar condolências em nome da associação e apoiar os parentes da magistrada.

“Mariana era uma colega muito querida, cheia de vida e de entusiasmo pela magistratura. Sua partida causa profunda consternação em todos nós”, afirmou o presidente da Ajuris, Daniel Neves Pereira.

A juíza Mariana Francisco Ferreira, seguiu a carreira na magistratura no Rio Grande do Sul — Foto: Divulgação/ Ajuris

Determinada a ingressar na magistratura, Mariana iniciou a preparação para o concurso em 2018, cinco anos antes da prova. Ela também atuou como advogada no Estado de São Paulo.

Ao longo da carreira como juíza, iniciada em 2023, passou pela 1ª Vara Regional de Garantias da Comarca de Porto Alegre e pela 1ª e 2ª Varas Criminais de São Luiz Gonzaga, além de Sapiranga.

Em janeiro deste ano, Mariana foi recebida pelo prefeito de São Luiz Gonzaga, Piti Werle, durante um encontro com magistrados da região.

Prefeito de São Luiz Gonzaga, Piti Werle, ao lado da juíza Mariana Francisco Ferreira e do juiz Jaime Vieira de Almeida Júnior — Foto: Divulgação/ Prefeitura de São Luiz Gonzaga

Atendimento

A morte da juíza foi registrada como suspeita e acidental e está sendo investigada pela polícia. As autoridades buscam esclarecer se houve falhas no atendimento médico ou se o óbito foi consequência de complicações inerentes ao procedimento realizado.

De acordo com o boletim de ocorrência, Mariana passou por uma coleta de óvulos para fertilização in vitro em uma clínica de reprodução assistida na segunda-feira (4). Após receber alta por volta das 9h, retornou para casa, mas começou a passar mal poucas horas depois.

Segundo o registro policial, a juíza passou a sentir dores intensas e uma forte sensação de frio. Ela foi socorrida pela mãe e levada de volta à clínica por volta das 11h. No local, Mariana relatou inicialmente que acreditava ter urinado na roupa, mas a equipe médica constatou que, na verdade, se tratava de uma hemorragia vaginal. O médico responsável realizou os primeiros atendimentos e chegou a fazer uma sutura para tentar conter o sangramento.

Em seguida, Mariana foi encaminhada à Maternidade Mogi Mater, onde deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Na terça-feira (5), ela passou por uma cirurgia, mas o quadro clínico se agravou. A juíza sofreu paradas cardiorrespiratórias e não resistiu, vindo a óbito.

Juíza Mariana Francisco Ferreira, da Comarca de Sapiranga — Foto: Juliano Verardi/ TJRS

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