Justiça aumenta em mais de 10 anos pena de homem condenado por estupro e feminicídio de adolescente indígena no RS

A reportagem entrou em contato com a defesa de Zandavalli, que informou que irá se manifestar na quarta-feira (2).

O recurso, interposto pelo Ministério Público do RS (MPRS), foi fundamentado na necessidade de proporcionalidade e na gravidade dos crimes, segundo o órgão.

Julgamento

Júri Popular Caso Daiane Sales – Indígena Caingangue — Foto: Juliano Verardi – DICOM/TJRS

O julgamento do homem acusado pelo estupro e morte da adolescente de 14 anos aconteceu em fevereiro deste ano.

O então réu, que esteve preso durante o processo judicial, foi condenado por homicídio qualificado pela questão de gênero em si — feminicídio — e ainda por motivo torpe, fútil, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Relembre o caso

Daiane Griá Sales, de 14 anos, foi morta em Redentora — Foto: Reprodução

Segundo a polícia, Daiane saiu de casa em um sábado, dia 31 de julho, por volta das 16h, para encontrar amigos com quem iria para uma festa na Vila São João. Depois do evento, ela não voltou para casa.

A Polícia Civil descobriu que Daiane recebeu uma carona do acusado entre 2h e 3h do dia 1º de agosto, após a festa. Quatro dias depois, a jovem caingangue foi encontrada morta por um agricultor.

De acordo com o delegado Vilmar Schaefer, o acusado é morador da região. “Houve menosprezo e discriminação contra a vítima por ser indígena, baixa idade e estar em situação de vulnerabilidade”, diz o delegado.

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