terça-feira, abril 14, 2026
Casa Região Médico acusado de matar esposa com medicamento sedativo está impedido de exercer profissão, diz Cremers

Médico acusado de matar esposa com medicamento sedativo está impedido de exercer profissão, diz Cremers

por admin
0 Comente
medico-acusado-de-matar-esposa-com-medicamento-sedativo-esta-impedido-de-exercer-profissao,-diz-cremers

A decisão foi homologada pelo Conselho Federal de Medicina nesta quarta-feira (19) e já está em vigor. Conforme o Cremers, a interdição cautelar é um procedimento administrativo que suspende o exercício da Medicina total ou parcialmente. (Saiba, abaixo, quando o dispositivo é aplicado)

O g1 entrou em contato com a defesa de André, que não retornou até a mais recente atualização desta reportagem.

O médico está preso. A vítima é a enfermeira Patricia Rosa dos Santos, de 41 anos. O crime aconteceu em 22 de outubro.

O que é interdição cautelar

De acordo com o Cremers, trata-se de uma medida extrema, que pode ser adotada pelos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) até o julgamento final do Processo Ético-Profissional (PEP), que deverá ser obrigatoriamente instaurado.

O dispositivo é aplicado quando o médico:

  • Prejudica o paciente ou a população;
  • Está prestes a prejudicar o paciente ou a população;
  • Comete uma ação ou omissão que prejudique o paciente ou a população.

Para que seja determinada a interdição cautelar, devem existir elementos de prova que demonstrem:

  • A autoria e a materialidade da prática do procedimento danoso pelo médico;
  • A verossimilhança da acusação;
  • O fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação.

A interdição cautelar não pode ser aplicada em qualquer outra hipótese.

Médico acusado de matar esposa com medicamento é impedido de exercer profissão — Foto: Reprodução

O processo na Justiça

Em dezembro de 2024, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público (MP) e tornou réu o médico. André Lorscheitter Baptista responderá pelos crimes de feminicídio e fraude processual.

O caso será julgado com as causas de aumento de pena: vítima ser mãe de uma criança (filha do réu); menosprezo ou discriminação à condição de mulher; emprego de meio insidioso e veneno e mediante recurso que dificultou a defesa da ofendida.

O juiz Diogo de Souza Mazzucatto Esteves, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Canoas, arquivou o inquérito policial contra o médico em relação ao crime de furto e em relação aos outros três indiciados, servidores do Samu de Canoas, apontados como “possíveis autores do delito de alteração de local dos fatos”.

A denúncia é de autoria do promotor de Justiça Rafael Russomanno Gonçalves.

“Há evidências de que o indiciado ministrou medicamento sedativo na companheira e, depois, com ela já desacordada, os demais fármacos identificados em laudo pericial, que lhe causaram a morte por asfixia medicamentosa”, defende o promotor.

A Polícia Civil havia indiciado o médico por quatro crimes: feminicídio qualificado (por emprego de veneno e meio que impossibilitou a defesa da vítima); furto qualificado (de medicamento levado do estoque do Samu de Porto Alegre); falsidade ideológica (por omitir ou fazer declaração falsa do endereço de uma arma registrada); e adulteração de local de crime (por movimentar e retirar o corpo da vítima do local, além de “maquiar”, segundo a polícia, a cena do crime).

A denúncia do MPRS ainda aponta que o crime foi cometido com o uso de medicamentos potencialmente letais, com emprego de meio insidioso, por meio dos fármacos. Além disso, o acusado teria dificultado a defesa da vítima ao usar de dissimulação.

Mantida prisão de médico suspeito de matar a mulher em Canoas

Mantida prisão de médico suspeito de matar a mulher em Canoas

Relembre o caso

A Polícia Civil afirma que a enfermeira foi morta em 22 de outubro. Baptista, marido da vítima, apresentou à família um atestado de outro médico do Samu que estaria indicando como causa da morte um infarto agudo no miocárdio. Os familiares desconfiaram e acionaram a polícia.

Após perícia em um sorvete que Baptista relatou que Patricia tinha comido, foi encontrado o remédio Zolpidem no pote. A investigação indica que o medicamento foi usado para fazer a vítima dormir. Remédios controlados, como Midazolam e Succitrat, também estavam no carro do suspeito, junto com insumos médicos.

Patricia Rosa dos Santos morreu, em Canoas, após aplicação de medicamentos — Foto: Arquivo pessoal

O Instituto-Geral de Perícias (IGP) identificou marcas de injeção no corpo da vítima. A polícia acredita que o médico usou essas áreas para administrar as medicações.

Em outra ocasião, de acordo com a investigação, o médico já teria dopado a esposa para tentar forçar um aborto, mas não conseguiu. O casal tinha um filho de 2 anos, e familiares afirmam que não havia histórico de violência além desse caso.

VÍDEOS: Tudo sobre o RS

você pode gostar

SAIBA QUEM SOMOS

Somos um dos maiores portais de noticias de toda nossa região, estamos focados em levar as melhores noticias até você, para que fique sempre atualizado com os acontecimentos do momento.

categorias noticias

noticias recentes

as mais lidas

News Post 2025 © Todos direitos reservados