Pesquisadora da UFSM cria teste rápido para diagnóstico de tuberculose

Pesquisadora da UFSM cria teste rápido para diagnóstico de tuberculose

O exame, chamado Teste Molecular Rápido para Tuberculose, foi criado no Laboratório de Micobacteriologia da UFSM, sob coordenação da professora Marli Matiko Anraku de Campos. O objetivo é reduzir o tempo de detecção da doença, que hoje pode levar até 11 semanas entre os primeiros sintomas e o início do tratamento.

O procedimento utiliza uma amostra de escarro do paciente, que é misturada a reagentes e aquecida em um equipamento chamado termobloco. Em cerca de uma hora, é possível saber se há presença da bactéria causadora da tuberculose. A identificação é feita por cores: rosa indica ausência do bacilo; amarelo ou alaranjado, presença da infecção.

“Essa reação é chamada colorimétrica. Quanto mais cópias do DNA da bactéria, mais amarelada fica a amostra”, explica Marli, docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da UFSM.

Vantagens do método

Segundo a pesquisadora, o teste é mais acessível que os exames atuais, que usam tecnologia PCR e dependem de reagentes importados. “Nosso teste foi desenvolvido com tecnologia e insumos brasileiros. É mais barato e não exige laboratório específico”, afirma.

O projeto começou em 2023, com recursos do Programa Pesquisa para o SUS. A equipe já registrou a patente e pretende simplificar o sistema para ampliar o alcance. “Queremos que chegue a locais distantes e possa ser replicado em escala industrial”, diz Marli.

A doença

A tuberculose é transmitida pelo ar e afeta principalmente os pulmões. Em 2023, o Brasil registrou 39,8 casos por 100 mil habitantes, segundo o Ministério da Saúde. A meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) é reduzir para 6,7 casos por 100 mil.

O tratamento é gratuito pelo SUS e dura, em média, seis meses. Entre os sintomas estão tosse persistente por mais de três semanas, febre, suor noturno e perda de peso. A vacina BCG é a principal forma de prevenção.

Tuberculose: sintomas e formas de transmissão — Foto: Arte G1

Amostras após o aquecimento — Foto: Divulgação/UFSM

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