A identidade dele não foi divulgada pela Polícia Civil, mas se trata de um professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Em nota, a instituição disse que “vem acompanhando, com atenção, o lamentável caso” e que “apesar de o fato não ter ocorrido em suas dependências e de ainda não ter sido notificada oficialmente pelas autoridades, reitera, entretanto, seu compromisso com colaborar com as instâncias competentes caso necessário” (leia a nota, na íntegra, abaixo).
A prisão aconteceu na noite da última segunda-feira (21) dentro de um ônibus na Estação Rodoviária de Pelotas. Conforme a Guarda Municipal, testemunhas contaram que flagraram o homem se masturbando dentro do veículo, advertiram ele para que parasse, mas ele continuou.
A Guarda Municipal foi acionada e, quando o veículo estacionou na rodoviária, deteve o homem, que foi levado para uma delegacia de polícia, onde foi autuado em flagrante por importunação sexual, crime que, em caso de condenação, prevê pena que vai até 5 anos de prisão.
O homem foi posto em liberdade na terça-feira (22) após audiência de custódia na Justiça. Ele vai responder pelo crime em liberdade.
Nota da UFPEL
“Professor preso por importunação sexual
A Universidade Federal de Pelotas vem acompanhando, com atenção, o lamentável caso divulgado pela imprensa local de um membro de seu quadro docente que teria sido preso após denúncia por importunação sexual.
Apesar de o fato não ter ocorrido em suas dependências e de ainda não ter sido notificada oficialmente pelas autoridades, reitera, entretanto, seu compromisso com colaborar com as instâncias competentes caso necessário. Também reafirma seu compromisso irrestrito com a integridade, o respeito e a segurança da comunidade universitária e da sociedade que a circunda.
Ressalta, ainda, que não há denúncia formalizada de condutas desse tipo ocorridas nos veículos e prédios da Universidade. Em caso de situações do tipo ou de outras ordens, coloca à disposição seu serviço de Ouvidoria.
Por fim, a UFPel destaca que não tolera quaisquer tipos de comportamentos inadequados envolvendo a violação nos direitos da pessoa humana, de forma especial aqueles cometidos contra crianças, adolescentes e demais grupos em vulnerabilidade“.