Quem é Adroaldo Portal, nº 2 da Previdência preso pela PF em operação contra desvios do INSS

Portal era considerado o número 2 do Ministério da Previdência antes do afastamento. Na função, recebeu salário de R$ 24.553,28 em outubro, de acordo com Portal da Transparência.

Segundo o jornalista Márcio Falcão, a Polícia Federal (PF) localizou, em uma planilha de Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, a anotação de um repasse de R$ 50 mil direcionado para Adroaldo Portal. Segundo a PF, o registro feito pelo Careca do INSS é do dia 23 de abril deste ano e indicaria propina no valor de R$ 50 mil em favor de “Adro”.

Nascido no RS, o jornalista tem 23 anos de experiência no Congresso e estava no atual cargo desde maio. Antes, atuava como secretário no ministério. O procurador-federal Felipe Cavalcante e Silva, atual consultor jurídico do ministério, assume a função de secretário-executivo da pasta.

Portal foi assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), também alvo da operação nesta quinta, entre 2019 e 2023. Antes, entre 2015 e 2016, trabalhou no Ministério das Comunicações em função descrita como “Direção e Assessoramento Superior”.

No currículo de Portal também constam os cargos de gestor das equipes de assessoramento técnico, como chefe de Gabinete da Liderança da Bancada do PDT na Câmara dos Deputados, além de exercer a mesma função no Senado Federal durante a última Reforma da Previdência.

Ele também foi chefe de gabinete e secretário-executivo substituto do Ministério das Comunicações durante o governo Dilma Rousseff. No mesmo período, foi presidente do Conselho de Administração dos Correios e Conselheiro Fiscal da Empresa Telebras.

Entre março de 2023 a maio de 2025, ocupou a função de secretário do Regime Geral de Previdência Social do Ministério da Previdência Social e passou a atuar como Secretário-Executivo do Ministério da Previdência Social.

Também foram alvo da PF na operação:

  • O senador Weverton Rocha (PDT-MA), alvo de mandados de busca;
  • Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e preso pelo mesmo esquema desde setembro;
  • Eric Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios do órgão, André Fidelis (veja quem são os alvos mais abaixo).

🔎 Em abril, investigações da PF revelaram um esquema criminoso para realizar descontos irregulares de valores recebidos por aposentados e pensionistas do INSS, ocorridos no período de 2019 a 2024. Os desvios, conforme as investigações, podem chegar a R$ 6,3 bilhões.

Adroaldo Portal, secretário-executivo do Ministério da Previdência — Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

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