‘Quero o final dessa história’: manifestantes pedem solução do ‘caso Aguiar’, família desaparecida há 2 semanas no RS

‘Quero o final dessa história’: manifestantes pedem solução do ‘caso Aguiar’, família desaparecida há 2 semanas no RS

Familiares e amigos da família Aguiar se reuniram em frente à casa e ao minimercado de Dalmira e Isail de Aguiar.

Os manifestantes afirmam que muitas dúvidas ainda permanecem sem resposta e cobram das autoridades informações sobre o paradeiro dos três desaparecidos.

A irmã de Idail, Onilda de Aguiar, pediu pela solução definitiva do caso:

“Quero justiça, quero saber onde eles estão, para onde levaram”, diz Onilda. “Quero encontrar eles, seja de qualquer jeito. Quero o final dessa história”, pontua.

Onilda de Aguiar, irmã de desaparecido — Foto: Reprodução/ RBS TV

Os manifestantes também realizaram uma caminhada pelas ruas de Cachoeirinha. A manifestação terminou em frente à casa de Silvana.

Suspeito preso

Em áudio, PM suspeito de matar família no RS pergunta sobre investigação

O g1 busca contato com a defesa do suspeito preso. A prisão temporária tem prazo máximo de 30 dias. Em nota, a Brigada Militar informou que Cristiano será afastado do serviço policial. A investigação é acompanhada pela Corregedoria-Geral da corporação.

Após a prisão, a reportagem teve acesso a materiais atribuídos ao ex-marido de Silvana. Em um áudio enviado a uma conhecida na semana do desaparecimento, o suspeito pergunta sobre a investigação e reclama que demora no trabalho da polícia. Em outro áudio, ele conta que entrou mais de uma vez nas casas ligadas à família Aguiar.

Cristiano e Silvana têm um filho de 9 anos. A criança morava com a mãe, mas passava os fins de semana na casa do pai. Com o sumiço de Silvana, Cristiano procurou o Conselho Tutelar, que recomendou que o filho ficasse com ele durante as investigações.

Com a prisão, o menino agora está sob os cuidados de uma parente por parte do pai. Foi o próprio suspeito que fez o primeiro boletim de desaparecimento de Silvana.

Entenda o caso

O que se sabe sobre o caso da família desaparecida no RS

Silvana de Aguiar foi vista pela última vez em 24 de janeiro. Na mesma data, uma publicação em seu perfil nas redes sociais dizia que ela havia sofrido um acidente em Gramado, mas estava bem. Segundo a polícia, o acidente nunca aconteceu e o objetivo da postagem era despistar o desaparecimento. Desde então, seu celular está desligado e ela não fez mais contato.

Alertados por vizinhos sobre a postagem, os pais saíram para procurar a filha no domingo (25). Segundo o delegado Anderson Spier, o casal chegou a ir à delegacia distrital para registrar o sumiço, mas a unidade estava fechada. Depois disso, eles também não foram mais vistos.

Silvana Germann de Aguiar, Dalmira Germann de Aguiar e Isail Vieira de Aguiar — Foto: Imagens cedidas/Polícia Civil

O carro de Silvana foi encontrado na garagem de sua casa, com a chave no interior da residência, o que reforça a tese de que ela não viajou.

Imagens de uma câmera de segurança registraram uma movimentação atípica na noite de 24 de janeiro. Um carro vermelho entrou na residência da filha às 20h34 e saiu oito minutos depois. Às 21h28, o veículo de Silvana entrou na garagem.

Mais tarde, às 23h30, outro carro chegou, permaneceu por 12 minutos e foi embora. A polícia investiga se era ela quem dirigia seu próprio carro e busca identificar os outros veículos.

Silvana é filha única do casal e mora na mesma região deles. Ela se apresenta como vendedora de cosméticos e trabalha com os pais, que são donos de um pequeno mercado que funciona junto à residência da família. Isail Vieira de Aguiar e Dalmira Germann de Aguiar são descritos como queridos e tranquilos pelos parentes e vizinhos. Eles tinham um bom relacionamento com a filha.

Infográfico: pais e filha desaparecem em Cachoeirinha — Foto: Arte/g1

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