RS tem 4 casos suspeitos de intoxicação por metanol após consumo de bebida alcoólica

RS tem 4 casos suspeitos de intoxicação por metanol após consumo de bebida alcoólica

Em Passo Fundo, trata-se de uma mulher de 20 anos. Em Novo Hamburgo, um homem de 21. Em Viamão, um homem de 64. Já em Porto Alegre, um homem de 28 anos.

🔍 O metanol é um álcool usado industrialmente em solventes e outros produtos químicos, é altamente perigoso quando ingerido. Inicialmente, ataca o fígado, que o transforma em substâncias tóxicas que comprometem a medula, o cérebro e o nervo óptico, podendo causar cegueira, coma e até morte. Também pode provocar insuficiência pulmonar e renal.

“Os sintomas – febre, dor abdominal e cefaleia – surgiram entre 12 e 24 horas após o consumo. Em seguida, ele apresentou visão turva e alteração na percepção de cores. O paciente está bem e segue em acompanhamento pela Vigilância em Saúde da capital, em contato com o Centro de Informação Toxicológica (CIT)”, informou a Secretaria Municipal de Saúde.

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Medidas para casos suspeitos

A Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul anunciou, na tarde de segunda-feira (6), uma série de medidas para reforçar o atendimento a pacientes que apresentarem sintomas de intoxicação por metanol. A decisão foi tomada durante reunião entre órgãos de saúde do estado.

Entre as ações definidas está a realização de exames específicos para detectar a presença da substância tóxica. Os testes serão feitos no Centro de Informação Toxicológica do Rio Grande do Sul (CIT/RS). A expectativa é que os primeiros exames possam ser realizados já na próxima semana.

Durante o encontro, o governo também iniciou um levantamento para identificar quais unidades de saúde possuem etanol farmacêutico, substância utilizada como antídoto contra os efeitos do metanol. Além disso, foram estabelecidos protocolos para facilitar a identificação de possíveis casos de intoxicação.

A secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, afirmou que uma nota técnica será enviada às redes de saúde com orientações sobre o encaminhamento de pacientes suspeitos, procedimentos de notificação e o papel da vigilância sanitária municipal e dos órgãos de segurança.

Comitê intersecretarial

O governo do Rio Grande do Sul anunciou na sexta-feira (3) a formação de um comitê intersecretarial para acompanhar de forma rigorosa possíveis ocorrências de bebidas alcoólicas contaminadas com metanol no estado.

A iniciativa foi determinada pelo governador Eduardo Leite e envolve as secretarias estaduais da Saúde, Segurança Pública e Agricultura.

O grupo contará com a participação de órgãos como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), a Polícia Civil, a Brigada Militar e o Instituto-Geral de Perícias (IGP).

Infográfico: o impacto do metanol no corpo humano. — Foto: Arte/g1

Se não receber tratamento médico, quadro de pessoa intoxicada por metanol pode se agravar tragicamente em 48 horas — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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