Entenda como funciona ‘cápsula de sobrevivência’ que salvou jovem soterrada por carga de serragem de carreta no RS

Entenda como funciona ‘cápsula de sobrevivência’ que salvou jovem soterrada por carga de serragem de carreta no RS

De acordo com especialistas, a estrutura reforçada do carro e o tipo de material que o cobriu foram determinantes para a sobrevivência da motorista.

A estrutura conhecida como “célula de sobrevivência” — formada por colunas e portas com proteção reforçada — absorveu o impacto e evitou a compressão total do veículo.

🚗⚠️ Entenda abaixo as circunstâncias que ajudaram Eduarda a sobreviver ao acidente impressionante.

Estrutura do carro foi essencial

As imagens do acidente (veja abaixo) mostram que, externamente, o carro em que estava Eduarda ficou completamente destruído, mas manteve a integridade da cabine. Os vidros fechados criaram uma bolha de ar, o que permitiu que a motorista continuasse respirando.

Uma estrutura chamada “célula de sobrevivência” — formada por colunas e portas com proteção reforçada — absorveu o impacto e evitou a compressão total do veículo, conforme explica Ricardo Hegele, médico especialista em medicina do tráfego e presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego no Rio Grande do Sul (Abramet-RS).

“Essa sobrevivência da motorista se deu por umas circunstâncias especiais. O tombamento ocorreu sobre um veículo com habitáculo de proteção. Essa célula é reforçada e protege os ocupantes em casos de capotamento”, diz.

O fato de a carga ser de serragem, um material menos denso, também contribuiu.

“É um material leve e poroso, que não adentrou totalmente no veículo. Isso ajudou a formar uma bolha de ar, que ajudou a mantê-la viva. E um veículo com os vidros todos fechados, com essa bolha de ar que permanece dentro, pode manter uma pessoa viva por 30 a 60 minutos em média”, completou Hegele.

Eduarda Corrêa, 23 anos, ficou presa em carro após ter carga de serragem soterrar veículo em Porto Alegre — Foto: Maria Eduarda Ely/RBS TV e Arquivo Pessoal

Segurança veicular

Especialistas apontam que a posição do carro após o impacto e o uso do cinto de segurança foram determinantes. Detalhes milimétricos, como o ponto exato da colisão e a estrutura do veículo, podem definir a sobrevivência em situações como a do acidente em Porto Alegre.

Em colisões fortes, o corpo humano sofre desaceleração violenta. Sistemas como airbag e cinto de segurança atuam para controlar esse movimento. Carros mais modernos contam com segurança ativa: em desacelerações bruscas, cintos e portas são travados e os vidros fechados automaticamente.

“A parte onde estão motorista e carona é uma cápsula de segurança. O motor é projetado para se soltar em batidas fortes, evitando que entre no habitáculo”, explicou o engenheiro mecânico Anderson de Paulo.

Estruturas como o airbag e o cinto de segurança são essenciais para a segurança do motorista em acidentes — Foto: Reprodução/RBS TV

Resgate durou duas horas ⏱️

“Foi uma cena horrível. A gente achou o carro pelo retrovisor no meio da serragem. Tentei tirar o máximo que dava até os profissionais chegarem”, relatou Gabriel.

O trabalho de resgate envolveu equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Brigada Militar e Corpo de Bombeiros.

Estado de saúde da jovem

Eduarda foi levada ao Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre, passou por exames e tem estado de saúde estável. Ela não teve fraturas expostas nem perfurações. Segundo Gabriel, o exame de CK — que indica pressão muscular — estava elevado, o que levou à decisão de mantê-la internada para hidratação e controle da dor.

O motorista da carreta teve ferimentos leves e foi encaminhado ao Hospital de Pronto Socorro de Canoas.

Veja como ficou o carro

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Mulher ficou uma hora soterrada dentro de carro — Foto: Ian Tâmbara/Grupo RBS

Mulher ficou uma hora soterrada dentro de carro — Foto: Ian Tâmbara/Grupo RBS

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