Segundo voo da FAB com ajuda para Cuba decola nesta terça; governo vai enviar 48 toneladas de alimento

Segundo voo da FAB com ajuda para Cuba decola nesta terça; governo vai enviar 48 toneladas de alimento

➡️Em 1º de maio, o presidente americano, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que endurece as sanções contra Cuba, reiterando que a ilha comunista, situada a 150 km da costa da Flórida, representa “uma ameaça extraordinária” à segurança nacional dos Estados Unidos.

EUA anunciam novas sanções contra o presidente de Cuba e a primeira-dama

A operação do governo brasileiro conta com alimentos disponibilizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que serão transportados em dois voos da Força Aérea Brasileira (FAB), ambos com destino a Santiago de Cuba.

  • O primeiro voo decolou da Base Aérea de Canoas, no Rio Grande do Sul, nessa segunda-feira (13) às 14h10 com 16 toneladas de leite em pó.
  • O segundo voo decolou às 4h55 desta terça-feira (14), do Aeroporto Internacional de Porto Alegre, transportando as outras 32 toneladas do produto.

A previsão de chegada das duas aeronaves é na quarta-feira (15).

Em 2025, o Brasil já havia realizado doação humanitária a Cuba em resposta aos impactos provocados pelo furacão Melissa, cujos efeitos ainda são sentidos na região oriental do país, onde está localizada a cidade de Santiago de Cuba.

Homem caminha sob chuva em Havana no dia 10 de julho de 2026 enquanto Cuba vive apagão de energia — Foto: Norlys Pérez/Reuters

Cuba à beira do colapso

Cuba enfrenta uma grave crise energética desde o fim de janeiro, quando os Estados Unidos passaram a ameaçar com represálias qualquer país que forneça petróleo à ilha.

A ilha dependia historicamente do petróleo subsidiado enviado pela Venezuela. Sem esse suporte regular, o governo perdeu sua principal fonte de combustível para gerar eletricidade.

Desde então, a escassez de energia fez com que os apagões no país se intensificassem. Em Havana, os cortes de energia já passam de 20 horas por dia, enquanto em algumas províncias a falta de luz dura dias inteiros.

Os apagões trouxeram caos para a vida dos cubanos, que diariamente lidam com limitações de transporte e uma inflação galopante.

Como consequência da crise energética, o transporte público na ilha foi substancialmente reduzido. O preço da passagem dos poucos táxis privados que ainda circulam em Havana e dos triciclos elétricos que servem de transporte coletivo, assim como o de alguns alimentos, dobrou.

A falta de energia também paralisou serviços básicos. O lixo se acumula nas ruas porque não há combustível para os caminhões de coleta. Pequenos comércios fecharam as portas, e trabalhadores tiveram contratos congelados e ficaram sem salário.

Moradores relatam o desespero de ver a pouca comida que conseguem comprar estragar na geladeira. Além disso, precisam cozinhar com carvão ou lenha no meio da rua por falta de gás e eletricidade.

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