Show da Lady Gaga: Justiça determina liberdade de homem preso no RS sob suspeita de planejar ataque a bomba

Show da Lady Gaga: Justiça determina liberdade de homem preso no RS sob suspeita de planejar ataque a bomba

Segundo a investigação da Polícia Civil, o plano era tratado como um desafio de rede social e os envolvidos estavam recrutando participantes, inclusive adolescentes, para promover os ataques. o objetivo era atingir crianças, adolescentes e o público LGBTQIA+ (saiba mais abaixo).

O juiz Jaime Freitas da Silva, responsável pela decisão, entendeu que o pedido pela liberdade feito pela defesa do homem se justifica porque ele, até o momento, não foi apontado, no processo que tramita na Justiça do Rio de Janeiro, como integrante do grupo que supostamente praticaria o atentado.

“Não está sendo investigado, no momento, pela comarca do Rio de Janeiro, como um dos envolvidos na suposta tentativa de atentado e seu nome somente veio à tona, em face de o número do IP (Internet Protocol) constar no rol dos utilizados pelo mentor da prática delituosa”, disse o magistrado.

Um IP é como um endereço de identificação de dispositivos conectados à internet.

A Justiça diz que um relatório técnico sobre as provas digitais no processo, realizado pelo Núcleo de Inteligência do Ministério Público (MP), reforçaria a tese de que o IP do homem teria sido clonado. Ao g1, o MP respondeu “que só vai se manifestar após o fim da avaliação com o oferecimento da denúncia ou não”.

A condições de liberdade deve ser mantida se o homem cumprir medidas cautelares como:

  • Comparecimento bimestral na sede da comarca onde reside para se apresentar e justificar atividades
  • Comunicação de qualquer alteração de endereço e número de telefone
  • Determinação de não se ausentar da comarca onde mora, por mais de 15 dias, sem comunicar o juízo onde poderá ser localizado.

Para a Justiça, ainda que a perícia venha a constatar que uma das armas de fogo apreendidas com o homem tenha numeração suprimida, como foi o entendimento da decisão que posteriormente decretou a prisão preventiva dele, “é cabível sua revogação por não possuir antecedentes e não estar sendo investigado pela comarca do Rio de Janeiro/RJ”.

“Obviamente, que a presente decisão não tem o condão de afastar em definitivo a responsabilização dele no atentado, inclusive porque as investigações deverão ser concluídas na comarca do Rio de Janeiro”, afirma o juiz.

Grupo disseminava discurso de ódio; plano era desafio de rede social

Segundo a investigação da Polícia Civil, o plano era tratado como um desafio de rede social, e os envolvidos estavam recrutando participantes, inclusive adolescentes, para promover os ataques. A ideia era usar explosivos improvisados, como coquetéis molotov.

Os alvos da operação, de acordo com a polícia, promoviam a radicalização de adolescentes, discursos de ódio, automutilação, pedofilia e a distribuição de conteúdos violentos nas redes.

Outras ações

No Rio de Janeiro, um adolescente foi apreendido por armazenar imagens de exploração sexual infantil.

Em São Sebastião do Caí, dois mandados de busca e apreensão foram executados. A ação aconteceu em apoio à Polícia Civil do RJ, que identificou o suposto plano, que envolveria recrutar jovens pela internet com o objetivo de detonar explosivos caseiros durante a apresentação, que levou milhões à Praia de Copacabana.

Segundo a Polícia Civil do RJ, o foco era atingir crianças, adolescentes e o público LGBTQIA+.

A operação, batizada de Fake Monsters, ainda envolveu mandados cumpridos em cidades do RJ, de São Paulo e de Mato Grosso. Nos endereços dos alvos apreendidos dispositivos eletrônicos e outros materiais.

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