Na sentença para determinar a prisão preventiva, a Juíza de Direito Fabiana Pagel ponderou que, apesar de não haver evidências de apreensão de explosivos com o indivíduo, o fato de ser uma pessoa “é investigada pela prática de atos de terrorismo, atentado e discurso de ódio ter em sua posse três armas merece maior cautela”.
Agora, o homem deve passar por audiência de custódia.
Segundo as investigações, o plano era tratado como um desafio de rede social, e os envolvidos estavam recrutando participantes, inclusive adolescentes, para promover os ataques. A ideia era usar explosivos improvisados, como coquetéis molotov.
Os alvos da operação, de acordo com a polícia, promoviam a radicalização de adolescentes, discursos de ódio, automutilação, pedofilia e a distribuição de conteúdos violentos nas redes.
Outras ações
No Rio de Janeiro, um adolescente foi apreendido por armazenar imagens de exploração sexual infantil.
Em São Sebastião do Caí, dois mandados de busca e apreensão foram executados. A ação aconteceu em apoio à Polícia Civil do RJ, que identificou o suposto plano, que envolveria recrutar jovens pela internet com o objetivo de detonar explosivos caseiros durante a apresentação, que levou milhões à Praia de Copacabana.
Segundo a Polícia Civil do RJ, o foco era atingir crianças, adolescentes e o público LGBTQIA+. O homem preso no RS seria um dos organizadores da ação.
A operação, batizada de Fake Monsters, ainda envolveu mandados cumpridos em cidades do RJ, de São Paulo e de Mato Grosso. Nos endereços dos alvos apreendidos dispositivos eletrônicos e outros materiais.