Sobe para 80 número de possíveis vítimas de falsa psicóloga do RS, diz Polícia Civil

Sobe para 80 número de possíveis vítimas de falsa psicóloga do RS, diz Polícia Civil

Segundo investigação, mulher atuava ilegalmente há cerca de três anos. Ela atendia crianças, adolescentes e adultos neurodivergentes.


  • Mulher é suspeita de se passar por psicóloga clínica em Porto Alegre, Guaíba e Canoas. Conforme a polícia, ela não tem a formação correspondente nem está inscrita no conselho da categoria.

  • Apuração indica que ela atuava ilegalmente há cerca de três anos e atendia crianças, adolescentes e adultos neurodivergentes.

  • Suspeita se apresentava como psicóloga com especialização em neuropsicologia, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

  • Ela é investigada por falsidade ideológica, exercício ilegal da profissão e estelionato.

Aumenta número de possíveis vítimas de falsa psicóloga em Porto Alegre

Subiu para 80 o número de possíveis vítimas enganadas pela suspeita de se passar por psicóloga clínica em Porto Alegre, Guaíba e Canoas, conforme a Polícia Civil. Até então, havia registros policiais de três crianças que teriam sido atendidas pela mulher de 33 anos, que não teve o nome divulgado. Não houve prisão até esta segunda-feira (21).

De acordo com a delegada Alice Fernandes, a investigação chegou ao número atualizado a partir da análise da documentação apreendida após cumprimento de ordens judiciais — recibos e pastas com informações de pacientes, receituários e agenda com escala de horários de atendimento. Também foram apreendidos cartões de visita e fotos profissionais com a toga de formatura.

A suspeita é investigada por falsidade ideológica, exercício ilegal da profissão e estelionato. Segundo a delegada, a mulher não tem a formação correspondente nem está inscrita no conselho da categoria.

A Polícia também investiga quanto seria cobrado nas consultas.

“Uma das possíveis vítimas falou o valor de R$ 130. Só não sabemos se esse era o mesmo valor cobrado de todas ou se variava”, diz a delegada.

Orientações

O caso começou a ser investigado a partir de uma ligação feita pela mãe de uma paciente a uma psicóloga de Ivoti, a quem pertence o registro utilizado pela mulher. A titular da inscrição profissional desconhecia que estava sendo lesada.

🚨A Polícia Civil orienta as pessoas que se identifiquem com a situação que registrem ocorrência policial na delegacia mais próxima ou na Delegacia Online.

Polícia cumpriu ordens judiciais em endereços ligados a mulher suspeita de se passar por psicóloga — Foto: Divulgação/Polícia Civil

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