Um em cada quatro mortos nas rodovias federais do RS em 2025 não usava cinto de segurança, diz PRF

Um em cada quatro mortos nas rodovias federais do RS em 2025 não usava cinto de segurança, diz PRF

Dados divulgados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostram uma redução significativa nos acidentes com mortes, mas acendem um alerta: quase 25% das pessoas que morreram em acidentes estavam sem cinto de segurança. As informações divulgadas na sexta-feira (4) mostram o balanço do primeiro semestre de 2025 nas rodovias federais do estado.

Entre janeiro e junho deste ano, 142 pessoas perderam a vida nas rodovias federais gaúchas, frente às 174 registradas no mesmo período do ano passado: uma queda de mais de 20%. Apesar da melhora, a PRF chama atenção para o que poderia ter sido evitado: ao menos 1 em cada 4 vítimas não usava o cinto no momento do acidente.

“A gente tem um aumento nas causas que a gente considera como mais evitáveis, que seriam o consumo de álcool, as passagens em locais proibidos e também a questão dos óbitos em que as pessoas não estavam usando o cinto de segurança. No banco de trás, é muito mais frequente que as pessoas não utilizem”, diz Rafael Pinto Pereira, Chefe do Núcleo de Segurança Viária da PRF.

As rodovias BR-116 e BR-290 concentraram os maiores números de acidentes graves. Entre os tipos de acidentes mais comuns, estão as colisões frontais e transversais, sendo ambas frequentemente associadas a condutas de risco e a fatalidades.

“A maioria dos acidentes graves acontecem com pista seca, sol e retas”, revela Pereira.

No total, o número de acidentes graves caiu de 563 para 542 na comparação com o primeiro semestre de 2024. Já os acidentes com mortes diminuíram de 147 para 119.

Drogas

Se por um lado os indicadores com acidentes apresentam tendência de queda, por outro, o combate ao crime, especialmente ao tráfico de drogas, registrou uma escalada. Mais de 10 toneladas de entorpecentes foram apreendidas pela PRF no RS nos seis primeiros meses do ano. Confira:

  • Cocaína: 920 kg (aumento de 35% em relação ao ano passado);
  • Crack: 264 kg (quase o triplo dos 89 kg anteriores);
  • Skunk: 434 kg (um salto frente aos 48 kg de 2024);
  • Ecstasy: 3.525 unidades (contra apenas 58 no primeiro semestre do ano passado);
  • Maconha: 8,6 toneladas.

De acordo com a PRF, apenas a quantidade de cocaína apreendida seria suficiente para produzir mais de 920 mil porções da droga.

BR-116, no RS — Foto: Renan Mattos/ Agencia RBS

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