Jackson Peixoto Rodrigues, de 41 anos, conhecido como Nego Jackson, foi morto em 23 de novembro de 2024. De acordo com a polícia, ele era chefe de uma organização criminosa. Quem responde pelo crime são Rafael Telles da Silva e Luis Felipe de Jesus Brum. Relembre o caso abaixo.
O vídeo mostra o drone se aproximando da área de isolamento (com bloqueio de sinal para celular) onde Jackson ocupava uma cela e os suspeitos do crime outra. Isso aconteceu no dia anterior ao assassinato. Veja acima.
- 🔎 A partir da análise do Instituto-Geral de Perícias (IGP), a Polícia Civil confirmou que o drone, carregando um objeto pendurado por uma linha, caiu no pátio, próximo da cela dos suspeitos, e que eles conseguiram pegá-lo usando cabos de vassoura, puxando a caixa com a arma para dentro da cela, por meio de uma janela com grades.
Além disso, a investigação sugeriu as formas que os criminosos usaram para garantir a entrega da arma: dentro da cela, os suspeitos acendiam e apagavam a luz, o que servia de “guia” para quem estava operando o drone do lado de fora. Além disso, mesmo que a área tenha bloqueio de sinal de celular, ela não é incomunicável – rádios comunicadores já foram apreendidos durante revistas nas celas.
Jackson Peixoto Rodrigues, 41 anos, foi morto dentro de cadeia por outro detento — Foto: Divulgação/Polícia do Paraguai
Como foi o crime
Conforme a Polícia Civil, os detentos que respondem pelo crime estavam em uma cela em frente à da vítima, um espaço que deveria isolar chefes de organizações criminosas rivais. Durante a contagem de rotina dos presos, os dois saíram da cela, mas não voltaram. Um se aproximou da portinhola da cela de Nego Jackson e atraiu ele para perto da porta. Teria sido nesse momento que o outro atirou contra ele.
Os presos começaram a gritar logo em seguida. O agente da Polícia Penal que realizava a contagem estava no andar superior e não tinha visão do que acontecia no andar abaixo. Ele teria corrido e pedido apoio a colegas. No entanto, quando conseguiram ingressar na área, Jackson já estava morto.
A arma usada no crime, uma pistola 9 milímetros, foi localizada no corredor do presídio.
Vídeo mostra arma sendo entregue por drone em presídio no RS — Foto: Reprodução
Julgamento
Os dois presos foram indiciados pelo homicídio e denunciados pelo Ministério Público em dezembro de 2024. Segundo o MP, eles foram acusados pela prática de crime de porte ilegal de arma de uso restrito, bem como homicídio triplamente qualificado.
Eles se tornaram réus e respondem a processo pelos crimes. Uma audiência do caso está marcada para ocorrer em fevereiro de 2026.