VÍDEO: Última superlua de 2025 é registrada por observatório no RS

VÍDEO: Última superlua de 2025 é registrada por observatório no RS

Quem conseguiu um local com boa visibilidade no horizonte e céu limpo na noite desta quinta-feira (4) pôde acompanhar a última superlua do ano. O Observatório Heller & Jung, localizado em Taquara, Região Metropolitana de Porto Alegre, registrou a Lua a apenas 357.176 quilômetros da Terra, por volta de 19h30.

Essa proximidade fez com que o satélite natural parecesse maior e mais brilhante do que em noites comuns. De acordo com especialistas, essa diferença pode chegar a 10% no tamanho aparente.

Uma curiosidade destacada pelo observatório é que, do ponto de vista astrológico, o evento ocorre com o Sol em Sagitário e a Lua em Gêmeos. No entanto, astronomicamente, “isso não altera sua observação”.

Última superlua de 2025 é registrada por observatório no RS — Foto: Divulgação/ Observatório Heller & Jung

O que é uma superlua?

Uma superlua é um fenômeno astronômico que ocorre quando a Lua cheia coincide com o perigeu, que é o ponto de maior aproximação da Lua em relação à Terra em sua órbita elíptica.

Em números, isso acontece quando a Lua está a cerca de 360 mil quilômetros ou menos da Terra, segundo alguns especialistas, ou quando a fase cheia ocorre em um curto intervalo de tempo em relação ao perigeu, segundo outros.

A aparência ampliada não é apenas física, mas também pode ser reforçada pela chamada ilusão lunar, que faz com que objetos próximos ao horizonte pareçam maiores. Além disso, quando a superlua surge no horizonte, ela tende a apresentar um tom amarelado, devido à dispersão da luz azul no trajeto mais longo da atmosfera, ficando mais azulada à medida que sobe no céu.

Nomes populares

Apesar de divergências entre especialistas, o conceito de “superlua” acabou se tornando popular e foi incorporado pela comunidade científica como uma forma de aproximar a astronomia do público.

Cada lua cheia tem também um nome descritivo, relacionado ao período do ano em que ocorre no Hemisfério Norte. Estas designações vêm principalmente de tradições norte-americanas, tanto indígenas quanto coloniais, e se tornaram comuns globalmente. São elas:

  • Janeiro: Lua do Lobo
  • Fevereiro: Lua da Neve
  • Março: Lua da Minhoca
  • Abril: Lua Rosa
  • Maio: Lua das Flores
  • Junho: Lua do Morango
  • Julho: Lua do Cervo
  • Agosto: Lua do Esturjão
  • Setembro: Lua do Milho
  • Outubro: Lua do Caçador
  • Novembro: Lua do Castor
  • Dezembro: Lua Fria

Já em 2026, são esperadas três superluas. A primeira ocorrerá logo no início do ano, em 3 de janeiro. Depois, haverá uma longa espera até 24 de novembro. A última acontecerá em 24 de dezembro de 2026.

Última superlua de 2025 é registrada por observatório no RS — Foto: Divulgação/ Observatório Heller & Jung

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