Após desabamento, prefeitura quer revitalizar plataforma de Atlântida com parceria público-privada

Após desabamento, prefeitura quer revitalizar plataforma de Atlântida com parceria público-privada

Enquanto isso, a prefeitura discute a possibilidade de contar com a iniciativa privada para administrar o local. Segundo Barbosa, o próximo passo para dar andamento aos trâmites é a emissão do licenciamento ambiental e do termo de referência de estrutura.

“Nós dependemos hoje, a partir da contratação, do tempo que essas empresas vão levar para nos entregar esses dois pareceres”, diz o prefeito.

Um laudo elaborado pelo Laboratório de Ensaios de Modelos Estruturais (Leme), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), apontou que a área atingida já tinha sido identificada como comprometida, segundo a prefeitura.

“Mostrou que aquela parte toda que caiu nessa última ressaca ia cair. E o que está de pé, ali, a estrutura está boa, dá para aproveitar”, complementa Barbosa.

Histórico

Fundada em 1975, a plataforma avança por cerca de 280 metros sobre o mar. Em 1997, uma parte da estrutura da plataforma já havia cedido, e nunca foi completamente restaurada. Ondas fortes em 2016 e 2019 também já haviam danificado parte do pier. Em 2023, parte da estrutura já havia desabado.

De acordo com a Associação dos Usuários da Plataforma Marítima de Atlântida (Asuplama), o local recebia cerca de 30 mil turistas por ano antes de ser destruído e era usado principalmente para pesca. Em algumas épocas do ano, é possível ver baleias no local.

Pelo fechamento, a arrecadação da associação caiu cerca de 90%. Ainda, não houve nenhuma obra ou manutenção no local desde o fechamento.

Plataforma em 2024 e na última segunda-feira. — Foto 1: Ronaldo Bernardi/Agência RBS — Foto 2: David Castro/Arquivo pessoal

Parte da plataforma de Atlântida, em Xangri-Lá, desabou nesta segunda-feira (28) durante passagem de ciclone extratropical pelo RS — Foto: David Castro/Arquivo pessoal

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