Caso Oliver: Polícia passa a ouvir testemunhas sobre menino de 3 anos morto após ser espancado pelo pai

Caso Oliver: Polícia passa a ouvir testemunhas sobre menino de 3 anos morto após ser espancado pelo pai

Nesta terça-feira (14), falaram em oitivas vizinhos da família, pessoas do Conselho Tutelar e profissionais da saúde que atenderam os filhos do casal nos últimos meses.

Segundo a polícia, há indícios de que a mãe, Mayanna, também tenha sofrido violência física do marido. Por enquanto, a investigação não encontrou fatos que sustentem um pedido de revogação da prisão dela.

Irmãos de menino seguem em abrigo da rede de proteção

As crianças foram encaminhadas para o acolhimento institucional logo após a internação de Oliver. Relatórios do Conselho Tutelar enviados à Justiça na última semana apontaram que os quatro irmãos também eram vítimas de violência. Exames periciais constataram diversas lesões nas crianças, que têm entre 1 e 9 anos.

Segundo o documento, um dos meninos atribuiu marcas de mordidas pelo corpo ao pai. O menino ainda demonstrava temor em relação ao genitor e tentava impedir que os irmãos mostrassem os machucados.

“Aquilo ali é a mordida que o pai dá. Ele morde a gente”, disse a criança aos profissionais.

As irmãs de Oliver também realizaram relatos espontâneos ao Conselho Tutelar. Elas informaram que a mãe utilizava agressões físicas como forma de disciplina.

Entenda o caso

De acordo com a delegada Luana Tamiozzo Medeiros, substituta na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) e responsável pela investigação, o homem relatou ter desferido socos no peito e no abdômen da criança, além de ter batido a cabeça do menino contra o chão. O crime aconteceu no distrito de Águas Claras, onde a família mora.

Mãe de menino de três anos morto após ser espancado pelo pai é presa por omissão, afirma polícia — Foto: Reprodução/Redes sociais

O que diz a mulher

“NOTA TÉCNICA DA MÃE DE OLIVER

A defesa de Mayanna Angelina Rodgers está colaborando com as autoridades, permanecendo a disposição da justiça para esclarecimentos dos fatos.

Consigna que a constituinte é vítima e se encontrava em estado de grave vulnerabilidade no contexto de violência doméstica, física, emocional e espiritualmente, circunstâncias estas que merecem apuração cuidadosa e técnica, sem qualquer julgamento antecipado.

A defesa confia no devido processo legal, contraditório e ampla defesa, nos termos da Constituição Federal, reafirmando que apenas a ampla instrução processual permitirá a correta apuração dos fatos.

Por respeito a memória da criança e ao sigilo das investigações não serão fornecidas outras informações.

Isabel Cochlar – OAB/RS 71.415

Juliana Braun Martins OAB/RS 103.017

André von Berg – OAB/RS 44.063″

Oliver Golden Grayson tinha 3 anos — Foto: Arquivo pessoal

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