Celular de desaparecida em Cachoeirinha foi encontrado com câmera tapada por fita isolante; FOTOS

Celular de desaparecida em Cachoeirinha foi encontrado com câmera tapada por fita isolante; FOTOS

Celular de desaparecida em Cachoeirinha foi encontrado com câmera tapada por fita isolante; FOTOS

Aparelho foi encontrado no início do mês por agentes embaixo de uma pedra, enrolado em um pano em um terreno baldio, perto do minimercado da família Aguiar. Não há impressões digitais no objeto.


  • O celular de Germann de Aguiar, desaparecida desde 24 de janeiro, foi achado em 7 de fevereiro. Nesta quinta-feiora (26), foram divulgadas as primeiras imagens do telefone.

  • O aparelho estava com a câmera tapada por uma fita isolante, enrolado em um pano preto sob uma pedra, em um terreno baldio, sem impressões digitais.

  • Os pais de Silvana, Isail e Dalmira Aguiar, também estão desaparecidos há um mês, e as autoridades praticamente descartam encontrá-los com vida. Silvana teve seu caso reclassificado como feminicídio pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

  • O ex-companheiro de Silvana, Cristiano Domingues Francisco, foi preso temporariamente como principal suspeito de envolvimento no crime.

Celular de Silvana Germann de Aguiar foi encontrado pela Polícia Civil em um terreno baldio de Cachoeirinha (RS) — Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil divulgou nesta quinta-feira (26) imagens do celular de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, encontrado em Cachoerinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, após o desaparecimento da mulher. O aparelho foi encontrado com a câmera coberta por fita isolante.

Silvana esá desaparecida desde 24 de janeiro, assim como seus pais, Isail Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Aguiar, 70. De acordo com a polícia, o aparelho foi encontrado encontrado por agentes embaixo de uma pedra, enrolado em um pano preto em um terreno baldio, nas proximidades do minimercado da família Aguiar.

Com as apurações, as autoridades praticamente descartam encontrar a família com vida.

Silvana Germann de Aguiar, Dalmira Germann de Aguiar e Isail Vieira de Aguiar — Foto: Imagens cedidas/Polícia Civil

De acordo com a Diretora da Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher de Porto Alegre, a delegada Waleska Alvarenga, no caso de Silvana, o registro inicialmente feito como desaparecimento foi alterado para feminicídio porque, durante as diligências, as evidências passaram a indicar esse tipo de crime.

Relembre o caso

Um mês do desaparecimento da família Aguiar, em Cachoeirinha (RS)

O g1 montou a linha do tempo que detalha os principais acontecimentos da investigação. Confira:

  • 2 de janeiro: Silvana Germann de Aguiar solicita, em um grupo de mensagens, o contato do Conselho Tutelar;
  • 9 de janeiro: Silvana comparece ao Conselho Tutelar para registrar que seu ex-marido, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, desrespeitava as restrições alimentares do filho do ex-casal.
    A reportagem procurou Jeverson Barcellos, advogado de Cristiano, e aguarda posicionamento.

O fim de semana dos desaparecimentos

  • 24 de janeiro (sábado): Silvana é vista pela última vez. Uma publicação em seu perfil nas redes sociais dizia que ela havia sofrido um acidente em Gramado, mas que estava bem. Segundo a polícia, o acidente nunca aconteceu e o objetivo da postagem seria despistar o desaparecimento.
    Imagens de uma câmera de segurança registraram uma movimentação atípica de veículos na noite de 24 de janeiro:
    – 20h34: Um carro vermelho entra na residência de Silvana, e sai oito minutos depois;
    – 21h28: O veículo branco de Silvana entra na garagem da casa;
    – 23h30: Outro automóvel chega ao local, permanece por 12 minutos e vai embora.
  • 25 de janeiro (domingo):
    – Alertados por vizinhos sobre a postagem, os pais de Silvana, Isail e Dalmira Aguiar, saem para procurar a filha. O casal de idosos tenta registrar o desaparecimento na delegacia distrital, mas a unidade estava fechada;
    – Segundo a Polícia Civil, após saírem da delegacia, os idosos seguiram para a residência do ex-genro, Cristiano. Em depoimento prestado inicialmente como testemunha, o policial afirmou que o casal teria pedido ajuda para procurar Silvana, já que ele é policial militar. Ele teria dito que estava preparando o almoço e que auxiliaria mais tarde;
    – Ainda conforme a investigação, após a visita, os idosos teriam retornado para casa e, horas depois, teriam sido vistos por vizinhos entrando em um carro não identificado, de cor desconhecida. Desde então, não foram mais vistos.
  • 27 e 28 de janeiro: As ocorrências de desaparecimento são registradas formalmente. O ex-marido, Cristiano Domingues Francisco, comunica o sumiço de Silvana, e uma sobrinha, informa à polícia que os idosos também não foram mais vistos;
  • 28 de janeiro: Cristiano comparece ao Conselho Tutelar para pedir que o filho fique sob sua guarda durante as investigações;
  • 1º de fevereiro: Cristiano envia uma foto de dentro da casa dos sogros para uma conhecida, mostrando o veículo do casal;
  • 3 de fevereiro: A polícia ouve seis pessoas, incluindo o ex-marido e sua atual companheira. Um projétil de arma de fogo é encontrado no pátio da casa dos idosos;
  • 4 de fevereiro: A Polícia Civil confirma que trata o caso como crime, descartando sequestro por falta de pedido de resgate.

“Encontraram vestígios diversos de material genético, além de impressões digitais (…) Sangue também. Todos esses vestígios foram devidamente colhidos por eles e agora seguem para análise no laboratório do IGP”, explica o delegado Anderson Spier, que está à frente da investigação.

Em áudio, PM suspeito de matar família no RS pergunta sobre investigação

Infográfico: pais e filha desaparecem em Cachoeirinha — Foto: Arte/g1

VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Ops!

Related posts

AO VIVO: PM e mais cinco pessoas são indiciadas em caso da Família Aguiar; ASSISTA

RS confirma primeira morte por dengue em 2026

Família Aguiar: PM indiciado criou áudio falso com IA para enganar ex-sogros após sumiço da ex-mulher, diz polícia