Casos teriam acontecido em 2017 e 2018, mas necropsias apontaram morte natural. Polícia avalia pedir exumação dos corpos. Laudo toxicológico do caso mais recente, que levou à prisão da mulher, identificou presença de antidepressivo no corpo do bebê.
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Polícia Civil deve abrir nova investigação para apurar a morte de outros dois filhos da mulher de 36 anos presa preventivamente sob suspeita de ter causado a morte do filho de 11 meses.
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Caso que causou prisão preventiva aconteceu em 29 de novembro de 2024. Laudo identificou amitriptilina, antidepressivo também usado para dormir, no corpo do bebê.
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Os dois casos mais antigos teriam acontecido em 2017 e 2018, quando as duas crianças tinham menos de quatro anos. Polícia avalia pedir exumação dos corpos.
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A mulher ainda tem outros quatro filhos vivos.
Mulher é presa suspeita de matar filho de 11 anos no RS
O caso mais recente, que motivou a prisão preventiva, aconteceu em 29 de novembro de 2024. De acordo com a investigação, o laudo toxicológico identificou a presença de amitriptilina no corpo do bebê. Já o exame de necropsia teria apontado asfixia por broncoaspiração como causa da morte. Entenda mais abaixo.
Os dois casos mais antigos, que devem ser investigados pela polícia, teriam acontecido em 2017 e 2018, quando as duas crianças tinham menos de quatro anos. De acordo com o delegado responsável pelo caso, a polícia avalia a possibilidade de pedir a exumação dos corpos.
“Nós só tivemos alguma suspeita mais concreta a partir do laudo, que chegou no dia 05/06. Antes disso, não havia razão para investigar as mortes anteriores, pois foram atestadas por médicos na época como ‘normais’. Estamos avaliando a viabilidade de a exumação encontrar algum indício“, explica o delegado Giovanni Lovato.
A mulher ainda tem outros quatro filhos vivos.
Efeito da amitriptilina
Segundo a Polícia Civil, a amitriptilina é um “antidepressivo também usado para dormir, mas sem previsão de uso em crianças ou bebês”.
No caso do bebê, o medicamento teria provocado uma série de sintomas. Além disso, a vítima estaria passando por um quadro de gastroenterite durante cinco dias.
No dia da morte, a criança teria chegado ao hospital municipal com baixa responsividade e sofrido uma parada cardiorrespiratória. A conclusão do laudo aponta que o uso do medicamento teria contribuído para o óbito, afirma a polícia.
Presídio Regional de Santa Maria, no RS — Foto: Lorenzo Franchi/ RBS TV