Porto Alegre declara emergência em saúde pública por alta de casos respiratórios graves

Porto Alegre declara emergência em saúde pública por alta de casos respiratórios graves

A Prefeitura de Porto Alegre declarou, nesta sexta-feira (16), situação de emergência em saúde pública por conta do aumento das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag). O decreto foi publicado no Diário Oficial de Porto Alegre e busca ampliar a capacidade de atendimento da rede de saúde, especialmente para proteger crianças e idosos, os grupos mais vulneráveis.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), as internações por Srag vêm aumentando desde o início de abril. Os hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs) da capital estão superlotados, tanto nos leitos para adultos quanto para crianças. A ocupação está 10% maior do que no mesmo período do ano passado.

A Região Metropolitana enfrenta redução na oferta de atendimentos pelo SUS, o que aumenta a pressão sobre os serviços de saúde da Capital.

O Boletim InfoGripe, da Fiocruz, aponta que Porto Alegre está em nível de alerta, com 95% de chance de crescimento dos casos de Srag nas próximas semanas. As crianças de 0 a 4 anos são as mais afetadas (42,3% dos casos), seguidas pelos idosos com 60 anos ou mais (36%).

“É preciso se antecipar ao agravamento do inverno. Não podemos esperar a crise bater à porta”, diz o secretário municipal de Saúde, Fernando Ritter.

Com a emergência, a prefeitura poderá adotar medidas excepcionais, como: contratar mais equipes, abrir novos leitos e agilizar processos de compra.

Outro fator que agrava a situação é o surto de dengue, que também levou à declaração de emergência em abril. A combinação das duas crises exige ações urgentes e coordenadas entre diferentes setores, diz a prefeitura.

A SMS informou que segue monitorando os dados em tempo real e trabalhando para garantir atendimento à população mais vulnerável.

Vacina

A secretária estadual Arita Bergmann faz um apelo direto.

“Não deixe de fazer a vacina. A vacina protege. A vacina é importantíssima, ela é segura, ela é cientificamente comprovada a sua eficácia. Eu já me vacinei. Os idosos acima de 60 anos têm que se vacinar. As crianças de 6 meses a 6 anos incompletos têm que se vacinar. As gestantes têm que se vacinar. Procure imunidade e saúde para evitar que tenha que ir para um leito de UTI”, pede.

Profissional da saúde segurando vacina, em imagem de arquivo — Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

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