VÍDEO mostra ciclistas 1 minuto antes de atropelamento na RS-115; duas mulheres morreram

VÍDEO mostra ciclistas 1 minuto antes de atropelamento na RS-115; duas mulheres morreram

Isac Emanuel Ribeiro da Silva, de 35 anos, marido de Clarissa, também participava da pedalada, que teria aproximadamente 100 km. Ele foi socorrido em estado gravíssimo e levado ao Hospital Nossa Senhora das Graças, em Canoas, onde segue internado em terapia intensiva. Clarissa e Fernanda morreram na hora.

O motorista do carro, de 42 anos, fugiu do local sem prestar socorro, mas foi localizado em casa, após perder a placa do veículo no impacto. Identificado como José Carlos Almeida Bessa, ele está preso preventivamente. A defesa do homem informa que “seguirá colaborando com as autoridades competentes para o pleno esclarecimento dos fatos”. (leia, abaixo, na íntegra)

Clarissa Felipetti e Fernanda Mikaella da Silva Barros — Foto: Arquivo pessoal

Investigação

Segundo a Polícia Civil, os próximos passos da investigação incluem verificar se o motorista suspeito esteve em um estabelecimento localizado às margens da rodovia. Trata‑se de uma casa noturna.

A equipe pretende ouvir funcionários, além de checar as imagens do local para confirmar se o homem passou por ali antes do atropelamento. O delegado também aguarda a autorização para analisar o telefone celular do suspeito.

Outra medida prevista é a comparação entre o sangue no capô do carro e o material genético das vítimas. Além disso, a investigação deve analisar o telefone celular do suspeito, após autorização judicial.

Suspeito foi preso

A Justiça decretou, na tarde de domingo (22), a prisão preventiva do motorista.

O juiz aceitou a tese de dolo eventual apresentada pela Polícia Civil. Conforme o magistrado, Bessa teria apresentado uma série de condutas que agravaram o caso.

Em sua decisão, o juiz destacou “que o custodiado estava em estado de embriaguez, sem habilitação, dormiu ao volante, trafegou pelo acostamento e empreendeu fuga do local, evadindo-se da responsabilidade e da prestação de socorro”.

O acidente

Ciclistas atropelados e mortos no RS costumavam andar de bicicleta 2 vezes por semana

As duas amigas foram atropeladas enquanto pedalavam no acostamento da RS-115, no km 19. Elas e Isac planejavam percorrer cerca de 100 quilômetros no sábado, passando por cidades da Serra.

De acordo com o Comando de Polícia Rodoviária da Brigada Militar (CRBM), Clarissa e Fernanda morreram no local.

O motorista do carro fugiu do local sem prestar socorro, mas foi identificado após perder a placa do veículo no impacto. Ele foi preso em flagrante em casa, em Três Coroas. Segundo a Polícia Civil, o teste do bafômetro indicou 0,70 miligrama de álcool por litro de ar expelido, o dobro do que caracteriza crime de trânsito.

Acidente deixou dois ciclistas mortos — Foto: Jeferson Ageitos/RBS TV

A Prefeitura de Três Coroas publicou uma nota de pesar.

“Neste momento de profunda dor, nos solidarizamos com os familiares, amigos e colegas, bem como com todos os envolvidos no acidente, desejando força e conforto a todos”.

Uma ex-colega de trabalho de uma das vítimas, Eluzete Barivieira, afirmou que o trecho é conhecido por acidentes.

“Esse local aqui é muito perigoso, já deu muitos acidentes aqui, eu já perdi muitos colegas nesse mesmo trajeto aqui”, relatou. “Chocou a cidade toda, porque são três pessoas muito conhecidas”, completou.

Homenagens e despedidas

Amigos e familiares de ciclistas mortas em rodovia do RS protestam por justiça

Amigos e familiares de Clarissa e Fernanda prestaram uma homenagem às vítimas no local do atropelamento.

Com faixas, balões brancos e bicicletas, o grupo pediu por justiça e respeito aos ciclistas.

Os velórios das vítimas ocorreram no domingo. Clarissa foi velada no Ginásio Municipal de Três Coroas, em uma cerimônia marcada pela presença de amigos, familiares e grupos de ciclistas. Fernanda foi velada na Capela Municipal.

Infográfico: acidente ocorreu em Três Coroas, motorista fugiu mas foi localizado — Foto: Arte/g1

O que diz a defesa do suspeito

“Em razão dos recentes acontecimentos e da ampla repercussão do caso envolvendo meu cliente, venho, na qualidade de sua advogada, esclarecer que a defesa está comprometida em assegurar que todos os fatos sejam apurados de forma justa, técnica e dentro dos limites da lei, na tentativa de afastar qualquer tipo de dolo.

Manifesto meu mais profundo respeito e solidariedade às famílias das vítimas Sissa e Fernanda neste momento de dor irreparável, reconhecendo a gravidade do ocorrido e, afirmo que estou em orações pela recuperação do Isac. Ressalto, contudo, que o processo judicial é o espaço legítimo para a análise das circunstâncias, das provas e das responsabilidades, garantindo-se o direito constitucional à ampla defesa e ao contraditório.

Reitero que qualquer julgamento precipitado, antes da conclusão das investigações, pode comprometer a busca pela verdade real e a aplicação correta da justiça. A defesa seguirá colaborando com as autoridades competentes para o pleno esclarecimento dos fatos.

Câmera registra ciclistas 1 minuto antes de atropelamento na RS-115, onde duas mulheres morreram — Foto: Divulgação/ Polícia Civil

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